Expedição Altiplanos Andinos

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Novamente na estrada e no trecho que faria o maior estrago durante nossa viagem de moto pelo Altiplano Andino. Saímos após às 8hs da matina em direção a San Pedro de Atacama e, neste dia, tivemos grandes dificuldades. Tivemos que rodar por rípio por aproximadamente 400km, lembrando que, com exceção de Vítor, todos estávamos com garupas.

San Pedro de Atacama era originalmente um centro de parada para os colonizadores espanhóis. Originou-se a partir de sua Igreja de San Pedro, construída pelos jesuítas espanhóis no início do século XVIII. Apesar dos esforços do Governo chileno, esse local permanece ainda hoje como um lugarejo bem aprazível no deserto do Atacama, foi o principal centro da cultura atacamenha e atualmente é um grande centro turístico. É terra principalmente de etnias indígenas, hoje dedicadas à agricultura e ao turismo.

Programamos para a manhã do 11º dia um passeio até os Gêiseres del Tatio, que em quechue significa "Velho que Chora". Em virtude da variação de horários nos países onde ficamos hospedados, Eltione antecipou em uma hora seu relógio e me acordou às 3h18min da manhã para pegar o ônibus que nos levaria. Fiquei na dúvida e não teve jeito, perdi o sono e resolvemos esperar na varanda do Hotel. Mais tarde um pouco chegaram dois amigos motociclistas de Pato Branco(PR) que também fariam o mesmo passeio, porém com outra empresa.

Partimos cedo para continuar nossa viagem de moto, agora em direção a Jujuy, saindo do Deserto do Atacama. Nessa manhã, subiríamos novamente os Andes e atravessaríamos o Paso Jama. O Paso Jama é uma passagem através da Cordilheira dos Andes entre o Chile e a Argentina, a uma altitude de cerca de 4.300 m na fronteira. É a fronteira setentrional entre os dois países. A passagem é alcançado através da Ruta 27 (Chile) e a Ruta Nacional 52 (Argentina). A Ruta 27 atinge uma altitude de 4.810 m 100 km a oeste da fronteira.

Neste dia, nossa viagem de moto teria uma tocada pesada pelas estradas da Argentina, viajaríamos até Corrientes, por um trecho de mais de 900km. Para variar, grupo grande e saída atrasada. Partimos após as 9 horas e abastecemos na saída de Jujuy. A partir desse momento iniciaram nossas dificuldades para abastecimento, pois quase ninguém tinha pesos. Emprestei ao Mateus valor para abastecimento e troquei alguns pesos com Vitor.

Na manhã seguinte, aproveitamos para tentar comprar os pneus para a minha moto e do Rui. Numa das lojas indicadas, fomos informados que pneus específicos para nossas motos, somente em Resistência. Partimos para lá e conseguimos comprar por preço não muito diferente do Brasil e, ao retornar, já estava no horário de partida para Posadas. Foi o tempo de descer com as roupas, subir na moto e partir.

A estrada na direção de Puerto Iguazu encontra-se grande parte em obras e quase todos os trechos percorridos estão "fresados" (com frisos efetuados por máquina para novo asfaltamento). Para as motos, a pilotagem inclui um certo risco pois em alguns locais, além do desconforto, isto ocasiona um certo descontrole.

Saímos com muita neblina, chuva, frio e um movimento intenso de caminhões. Na serra, este frio fez com que o grupo se separasse em virtude de tocadas diferentes. Após passar trecho em obras, parei num posto de gasolina, seguido pelo Elias. pouco depois chegou também o Mateus, mas Rui não apareceu. Começamos a ficar preocupados. Mateus retornou por 15km e eu fiquei no posto para fecharmos todas as possibilidades.

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