Na região de Firenze resolvi ficar em uma pequena vila a duas estações de trem da cidade, Signa, coisa de 10 minutos, que eliminava uma série de problemas: trânsito, estacionamento, carregar capacete, etc... O preço da passagem (ida e volta) são 5 euros. Trens impecáveis e horários que permitem acertar seu relógio por eles.

Sai de Signa bem cedo, ainda não eram 8 horas, para passar algumas horas em Siena conhecendo as belezas daquela que rivaliza e, na minha opinião de leigo, sobrepuja Firenze. Foi um tirinho bem curto, cerca de 80 km e, como já tinha checado as atrações e endereços, foi fácil chegar ao local, ainda mais com o GPS de boa vontade.

Muitos amigos e conhecidos que me acompanham no site ou no Facebook me perguntam quem é a Brigitte. Outros querem mais informações sobre ela, visto ser um modelo da Yamaha não comercializado no Brasil. Bem, como sempre, minha mania de escrever muito vai obriga-los a conhecer a história desde o seu início.

Permaneci um dia em Roma para conhecer um pouco mais a cidade. Aproveitando que era domingo, sem o trânsito louco das scooters e dos motoristas italianos, levei a Brigitte comigo. Acabei vendo e Papa e recebendo a bênção por acaso.

Este foi o roteiro mais fácil de montar: qualquer estrada servia desde que passasse por Maranello. Como? O cavalheiro, ou a madame, não sabe o que tem de especial Maranello ? Sem exagerar nem um pouquinho, eu poderia dizer que em Maranello está o coração da Itália. Naquela pequena cidade se concentra a energia que é capaz de transformar um bloco de ferro no objeto mais desejado por 8 entre 10 pessoas sensatas. Sim, oito porque as outras duas já as compraram. Só para pronunciar o nome seria justo pagar uma taxa. FERRARI.......que som lindo.

Saí de Modena com o GPS “setado” para Rovigo, afinal era a terra de minha avó e pelo menos uma foto ao lado da placa da cidade eu tinha que tirar. Porém foi mais do que isso. Fiz as fotos, colei um adesivo do “Gato Cansado” na placa, tomei uma generosa dose de “Limoncello” (foi o que deu para arrumar, né).

Saí de Veneza em direção aos Alpes italianos. Cortina d’Ampezzo era um destino natural, além de muito próximo. Tão próximo que nem deu tempo de parar e fazer fotos, principalmente porque começou uma chuva fina que, além de não lavar a estrada, atrapalhava um bocado a visibilidade do para-brisas. Muito cuidado com as margens da estrada com restos de folhas e grama recém-cortada para não “comprar um lote” longe de casa.

Como dizia Nelson Rodrigues, na vida você tem que ter sorte até para chupar um Chica-Bon. O dono do hotel em Cortina é ciclista semi-profissional e me deu dicas preciosas sobre a região. Avisou-me que hoje (dia 5) vai acontecer uma competição onde se espera 10.000 (Dez mil!) ciclistas. Por isso, os melhores passos ficarão fechados para a competição.

Texto longo escrito dia 17 de julho, referente acontecimentos a partir de 5 de julho.

Meus amigos e seguidores, durante algum tempo, exatamente desde o dia 5 de julho, omiti alguns acontecimentos por motivos, na minha opinião, mais do que justificáveis. Neste dia sofri um acidente, uma daquelas coisas que você não encontra explicação e ao mesmo tempo encontra centenas de justificativas tão a gosto dos motociclistas. Prefiro assumir que, como sempre, a responsabilidade é de quem está conduzindo a moto. Estava no lugar errado, na hora errada e com a atenção desviada do foco principal. O fato é que um toque lateral com um automóvel é o suficiente para “comprarmos um lote”, como se diz na gíria de motoqueiros.

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