Quando clareou o dia, olhei pela janela e o Mont-Blanc, no quintal do chalet para mochileiros onde fiquei hospedado, contrastava com o céu azul sem uma nuvem sequer. Vou levantar e fazer uma foto padrão Mestre Adriano Machado, pensei. Mas, amador é amador, fui tomar banho antes e com isso as condições climáticas mudaram radicalmente. Isso aqui é muito comum. De qualquer forma, fiz algumas fotos para não perder o hábito.

Gênova, como cidade, foi uma decepção. Suja, com prédios em péssimo estado de conservação, quarteirões inteiros com obras paralisadas, muita gente trabalhando de flanelinha, camelôs ou simplesmente mendigando. E nota-se, nos italianos residentes, uma aversão crescente à imigração sem controle. Ainda tentei conhecer o Porto Antico, mas sinceramente, desanimei. A sensação de insegurança é grande. Apesar do estacionamento para motos ser gratuito, você é abordado por grupos de “guardadores” que tentam insistentemente lhe vender bugingangas.

Sai de Pisa com o objetivo de cumprir um compromisso que assumi comigo mesmo: visitar o antigo cemitério de Pistóia, hoje chamado de Monumento Votivo Militar Brasileiro, já que os restos mortais de nossos ex-combatentes repousam no Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial no aterro do Flamengo. Afinal, foi a única exigência do Brasil quando os vencedores faziam a divisão do "butim" : um pedaço de terra para enterrar seus mortos.

Na região de Firenze resolvi ficar em uma pequena vila a duas estações de trem da cidade, Signa, coisa de 10 minutos, que eliminava uma série de problemas: trânsito, estacionamento, carregar capacete, etc... O preço da passagem (ida e volta) são 5 euros. Trens impecáveis e horários que permitem acertar seu relógio por eles.

Sai de Signa bem cedo, ainda não eram 8 horas, para passar algumas horas em Siena conhecendo as belezas daquela que rivaliza e, na minha opinião de leigo, sobrepuja Firenze. Foi um tirinho bem curto, cerca de 80 km e, como já tinha checado as atrações e endereços, foi fácil chegar ao local, ainda mais com o GPS de boa vontade.

Muitos amigos e conhecidos que me acompanham no site ou no Facebook me perguntam quem é a Brigitte. Outros querem mais informações sobre ela, visto ser um modelo da Yamaha não comercializado no Brasil. Bem, como sempre, minha mania de escrever muito vai obriga-los a conhecer a história desde o seu início.

Permaneci um dia em Roma para conhecer um pouco mais a cidade. Aproveitando que era domingo, sem o trânsito louco das scooters e dos motoristas italianos, levei a Brigitte comigo. Acabei vendo e Papa e recebendo a bênção por acaso.

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