Viagem de moto pela Europa

Hoje foi dia de pegar a Route de Grandes Alpes, subir e descer que nem cabrito montez, ficar maravilhado com as pequenas cidades que teimam em aparecer sem aviso prévio e quase nos fazendo cair da moto pela emoção da beleza.

Depois de atravessar rios, vales e montanhas, eis que chega o momento das estradas pedagiadas (claro que deu merda, mas nem vou tocar no assunto que já rendeu o que tinha de render). Paguei o pedágio mais caro até agora, 25 euros em Aosta (Itália). Sim, invadi a Itália em Torino e fiquei emocionado com a bandeira tricolor lembrando meus avós italianos e todos os meus tios maravilhosos. Rezei agradecendo te-los na minha familia, não podia ter escolhido melhores. Todos meio loucos (alguns totalmente), mas com um coração enorme, maior mesmo do que o túnel do Mont Blanc, com quase 12 Km de extensão e um frio desgraçado. O animal aqui estava de camisa de malha e o colete fedorento. Ainda por cima você paga 29 euros para entrar na França novamente por aquele túnel.

Chegando a Chamonix, o hotel que escolhi só tinha vaga em quarto triplo. Ainda pensei em colocar a Brigitte para dentro, mas era no segundo andar. A gerente foi muito simpática e atenciosa, tentou mesmo conseguir vaga em outros hotéis, enquanto eu também tentava, com o netbook e usando a rede do hotel, descobrir algo. Acabei conseguindo um quarto num hotel para mochileiros, ao pé do Mont Blanc, com um café da manhã excelente e por um ótimo preço. O visual do Mont Blanc quando cheguei, compensou todo o esforço do dia. Uma coisa espetacular.