Viagem de moto pela Europa

A previsão para o dia era de chuva à tarde, isso me obrigou a acordar cedo para fazer o circuito que contorna o Grande Canyon Du Verdon. São 115 km indo pelo lado direito do canyon, atravessando a ponte no Lac de Sainte-Croix e voltando pelo lado esquerdo, atravessando o Les Tunnel Du Fayet.

O início da brincadeira, fica próximo a Castellane: uma estreita e sinuosa estrada escavada na rocha, tendo ao lado um rio de águas límpidas e geladas. Turistas se divertem fazendo rafting ou canoagem. O maior problema dessa estrada é a dificuldade de manter a concentração, pela beleza dos cenários e a energia que vem do rio, levando em seu dorso botes lotados de malucos com seus coletes laranjas, berrando e acenando para outros loucos que, em suas máquinas barulhentas, mantém um precário equilíbrio em meio àquela orgia de curvas. Genial...

À medida em que a estrada vai subindo, vamos deixando esses companheiros de diversão para trás. Melhor dizendo: para baixo, pois o rio continuará correndo no fundo do desfiladeiro em direção ao seu objetivo, o Lac Sainte-Croix. Paisagens belíssimas nos fazem parar constantemente, para fotografa-las ou simplesmente apreciar um espetáculo que nos emociona e aproxima do Criador.

A primeira foto é a visão que temos dessa espécie de tunel-caverna quando passamos na borda direita do canyon. O tunel fica na margem esquerda, só tem passagem para um carro e sem sinalização. Uma loucura.

A primeira visão do Lago, visto do alto do canyon, é impressionante. Percebemos que a água tem um tom azulado, não sei exatamente qual.

Descobriremos em breve, após uma descida com curvas, muitas curvas em “zig zag”, na companhia de motorhomes, quadriciclos e muitas motos. Aqui é o paraíso dos motards. Ao chegar ao nível do lago, cruzamos a ponte e estacionamos. A cor da água é azul com uma tonalidade turquesa que eu nunca vi em outra massa de água, seja rio, mar ou piscina. A visão do canyon terminando abruptamente e da espécie de estuário formado pelo rio sob a ponte que atravessamos é inesquecível.

No final comendo umas besteirinhas no restaurante do camping que ninguém é de ferro. Foi onde descobri que o tal charcuterie é apenas uma mortadela metida a bêsta. Ô povo bôbo,!

Hoje foram 290 fotos, estou cansadão pois fiz esses 115 km em seis horas. O visual pedia, uma coisa linda.