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Galão para transporte de combustível em motocicletas

Quem é apaixonado pelas estradas, mas tem uma moto com pouca autonomia, sabe o quanto é difícil planejar uma viagem para lugares com pouca infraestratura, principalmente onde os postos de combustível ficam distantes uns dos outros. O que fazer, levar um tanque extra? E a legislação brasileira, como trata o transporte de combustível em motos?

O transporte de combustível em galões no interior dos veículos de passageiros é proibido. O artigo 3º da resolução nº 26 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) proíbe o transporte de produtos considerados perigosos, conforme legislação específica.

É o caso da gasolina, que está enquadrada na classe de risco 3 (líquido inflamável) e tem o número de identificação 1.203 (combustível para motores), conforme classificação da ONU, adotada pelo Ministério dos Transportes. Mas a legislação não é.

Com relação à venda do combustível em galões pelos postos, uma norma da ABNT, a NBR 15.594-1, em vigor desde 2008, proíbe textualmente a venda e o transporte de combustíveis em recipientes plásticos, como as garrafas pet e galões não aprovados em testes realizados pelo INMETRO, e ainda, define os procedimentos para o abastecimento de motocicletas.

A referida norma determina que a venda de combustível fora do tanque do veículo só pode ser feita por meio de recipientes metálicos ou não metálicos, rígidos, certificados e fabricados para este fim e que permitam o escoamento da eletricidade estática gerada durante o abastecimento.

Se de um lado a venda em galões ou garrafas plásticas é proibida, de outro, ter o veículo parado em vias públicas por falta de combustível, segundo do Código Brasileiro de Trânsito, é infração média, com perda de quatro pontos na carteira, multa de R$ 85,13 e remoção do veículo para um depósito.

Sem alternativas, alguns motociclistas costumam levar gasolina extra em um galão mesmo, arriscando serem multados. Outros fazem adaptações nos tanques, aumentando a sua capacidade, o que também é proibido porque altera as características originais do veículo.

O motociclista Sidnei de Athayde reclama que às vezes tinha que parar para abastecer em postos nem sempre confiáveis por causa da pouca autonomia de sua Virago 535, que tem um tanque com capacidade de 10 litros. Ele conta que conseguiu driblar o problema com um pouco de criatividade:

"Fui em loja Náutica e comprei um tanque de 10 litros de motor de popa, que coloquei dentro do alforje traseiro, ocupando metade do espaço. Depois comprei um registro da YBR e uma magueira fina que liguei em um T que desce do tanque original. Instalei a mangueira passando por debaixo do alforge e seguindo sob o banco, de modo que não fica aparente. A gasolina é injetada diretamente no motor junto com o que vem do tanque da moto."

Segundo Sidnei, ele investiu R$ 165,00 na adaptação e acha que valeu a pena. Sua moto agora tem autonomia para até 360 km, o que permite procurar combustível de melhor qualidade e fazer suas viagens com mais tranquilidade e segurança. Veja abaixo as fotos enviadas pelo Sidnei demonstrando como fez a adaptação do tanque extra em sua Virago.

Última modificação: Qua 25 Jan 2017

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