Deserto e Pasos Andinos

Pai e filho em uma viagem emocionante e desafiadora pelas estradas de cinco países: Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia e Chile. O paranaense Robson Ramos pilota uma BMW G 650 GS Sertão e seu filho Guilherme uma Honda XRE 300 durante uma viagem de 20 dias para percorrer mais de 8.000 km por trilhas, salares, desertos e a Cordilheira dos Andes.

Roteiro da viagem pelo Deserto do Atacama e Pasos Andinos

Ha alguns meses, estou preparando este roteiro:

Sairei do Brasil por Foz do Iguaçu, entrando no Paraguai. Sigo em direção a Assuncion, entro na Argentina pela cidade de Clorinda, sigo pelo interior até chegar em Calilegua.

Subo para Humahuaca, Iruya e La Quiaca, onde entrarei na Bolívia, indo até a cidade de Uyuni, onde descanso um dia, para melhorar a aclimatação.

1º dia - Arapongas - Clorinda

Acordamos às 5 horas e por volta das 06h30min já estávamos na estrada. Seguimos em direção a Maringá, depois Campo Mourão e Foz. Chegamos por volta das 12/13 horas na Ponte da Amizade, fronteira entre Brasil e Paraguai. Passagem tranquila, sem movimento, fizemos a migração - que foi rápida - e na Aduana só olharam os documentos e pronto! Fiz cambio na rua em frente à Aduana, troquei reais por peso paraguaio e reais por pesos argentinos.

2º dia - Clorinda - Ledesma

Acordamos cedo e saímos às 6h30. Sabíamos que a estrada não seria fácil, longas retas e calor tornam este trajeto ainda mais cansativo.

Sem muito o que ver, a não ser prestar atenção na estrada e na grande quantidade de animais, que são criados soltos a beira da estrada.

3º dia - Ledesma - Iruya

Agora sim, começa a viagem por lugares bonitos, agradáveis e diferentes. O deslocamento sem muitas atrações é a parte cansativa da viagem, mas a partir de agora, com a paisagem interessante, o tempo voa.

4º dia - Iruya - Tupiza

Acordamos melhores, tomamos um ótimo café da manhã e ainda pedimos um chá de coca antes de sair, pois voltaríamos a subir aos 4.000 metros de altitude.

Continuamos com muito cuidado pelas centenas de curvas do caminho de volta. Quando estávamos vindo, vi que em alguns lugares havia um desvio que subia a montanha em linha reta, fizemos este caminho e cortamos uns 4 km de curvas.

 

5º dia - Tupiza - Uyuni

Domingo de manhã. Acordamos cedo, o hotel tinha um bom serviço de café da manhã e fomos os primeiros a toma-lo. Mas perdemos bastante tempo reorganizando a bagagem e para decidir se seguiríamos de Tupiza direto para a Laguna Colorada. Segundo informações, a Laguna verde estava fechada para visitas, devido ao impasse criado pelas cidades que tem seu território como parte da Reserva de Fauna Andina Eduardo Avaroa, com relação à distribuição e arrecadação das taxas.

6º dia - Uyuni - Laguna Colorada

Acordamos por volta das 7 horas da manhã (fuso -2 em relação o Brasil). Vestimos os equipamentos, começamos a arrumar a bagagem na moto e fomos abastecer as motos, mas devido ao frio da madrugada – Uyuni é frio até no verão - a mangueira que usaríamos para passar o combustível dos galões para as motos estava tão dura que, quando tentei estica-la, percebi que iria quebrar. Meu filho teve então a ideia de colocar ela na água quente da pia do banheiro. Pronto, estava tudo resolvido. Fomos tomar o café da manhã, que poderia ser a nossa única refeição do dia.

7º dia - Laguna Colorada - Susques

Não recordo a hora que acordamos, mas quando saímos do alojamento, éramos os únicos que ainda estavam ali.

Tiramos a lona que cobria as motos e as colocamos no sol.

Começamos a arrumar as bagagens, quando eu senti a necessidade de ir ao banheiro. Aproveitei para tomar um banho.

8º dia- Susques - Cafayate

Já havíamos criado uma rotina: acordar; colocar a parte de baixo dos equipamentos; arrumar as bagagens; tomar café; voltar ao quarto; colocar o colete; pegar o resto dos equipamentos; e seguir viagem.

O hotel tem uma ótima infraestrutura e pessoal muito gentil, mas o café da manhã é um capitulo à parte.

9º dia - Cafayate - Fiambalá

Dormimos muito mal, demoramos para arrumar as coisas e estávamos preguiçosos.

Enquanto tomávamos o café da manhã, um casal, acompanhado de uma amiga, se aproximou e pediram para tirar fotos nas motos. Terminamos o café e colocamos as motos no saguão do hotel para que subissem nelas e tirassem suas fotos. Pessoal muito alegre, estavam fascinados com nossa viagem e não pararam de fazer perguntas. Foi muito legal e nos animou bastante.

10º dia - Fiambalá - Copiapó

Mais uma noite mal dormida. Não sei qual tipo de pernilongo, mas levei várias picadas no antebraço e pernas. Caramba, como coça !

Acordamos por volta das 7h30. Às 8h30, quando o café seria servido, já estávamos prontos. Estávamos começando a tomar o café quando os Gaúchos Márcio e Telmo apareceram e, logo depois, o Casal Iuri e Maira.

11º dia - Copiapó - Villa Union

Acordamos bem antes do horário do café da manhã. Café tomado ao estilo chileno, com café instantâneo, leite em pó, pão com margarina ou geleia em potes bem pequenos, um suco, iogurte e uma barra tipo wafers. Que saudades daqueles cafés da manhã estilo buffet, servidos em alguns hotéis do Brasil. Para nós, o café da manhã era uma refeição muito importante, pois a próxima poderia acontecer doze ou mais horas depois.

12º dia - Villa Union - Charata

O roteiro do dia previa seguir para Presidência Roque Saenz Peña. Seriam longos 1100 km. Passaríamos por três capitais de Província: La Rioja, San Fernando Del Valle de Catamarca e Santiago del Estero.

A cidade de Villa Union é base para conhecer o Parque Nacional Talampaya. Pelas fotos que eu vi, é um lugar muito bacana. Próximo também existe a cidade de Chilecito, que dizem ter uma estrada muito bonita.

13º dia - Charata - Foz do Iguaçu

Escrevo meus relatos com base em minhas lembranças, fotos e pequenos lembretes, que coloco no meu computador ou em um pequeno caderno que levo em viagens há algum tempo. Os lembretes, quando faço, são dos preços e nomes de hotéis ou nomes das pessoas.

Parece que dormir mal ou pouco virou um habito. Mesmo dormindo pouco, acordamos cedo e fomos os primeiros a tomar o café. Desde cedo já sentíamos o calor que nos esperava.

14º dia - Foz do Iguaçu - Telêmaco Borba

Último dia de viagem. Enfim, uma boa noite de sono.

Após um ótimo café da manhã, seguimos o caminho de volta pra casa, pela mesma estrada que já havíamos passado outras vezes de moto ou carro, retornando de viagens da Argentina.

A moto e os acessórios usados na viagem pelos pasos andinos

Quais são os acessórios que realmente valeram a pena o investimento e quais foram os que não suportaram as exigências da viagem? Quais foram os que não levei e que fizeram falta? O que achei da moto?

As mudanças e acessórios que fiz / coloquei na Sertão: