Saímos de Bahia Blanca e as retas intermináveis nos deram o ar da graça.

A moto do Oliveira acabou a gasolina no meio do nada. Depois disso, viemos abastecendo em todos os postos que víamos pela estrada, pois a velocidade que andávamos e as pistas com retas convidativas para andar forte nos surpreenderam no quesito consumo.

Chegamos a Puerto Madryn. Eu e Kadim nos desencontramos do restante do grupo, que entrou por um lado da cidade e nós por outro. Nós percorremos a via principal da cidade para ver se encontrávamos os três amigos, mas não conseguimos. Pensamos então sobre a possibilidade de existirem duas entradas para a cidade. Dito e feito. Contornamos pelo lado oposto, retornamos para a Ruta 3 e em outro trevo encontramos o grupo, todos procurando todos.

Então começou a tortura de procurar um hotel. Vimos alguns, mas todos muito caros, em torno de 370 a 400 pesos argentinos. Eu estava na frente do grupo, parei um cidadão e perguntei a ele se ele conhecia um hotel bom e barato para nós e ele depois de pensar, pois estava com a família, disse que era para segui-lo. A galera me chamou de cara de pau por fazer o cara andar na cidade em busca de um hotel para nós.

Começou o trajeto e, depois de andarmos por alguns quarteirões, ele pediu para eu chegar perto da janela do carro dele e me disse que ligou para um amigo dele dono de um hotel que iria fazer um bom preço para nós. Pensamos... "vamos ver o que teremos pela frente". Andamos mais um pouco e paramos na frente de um hotel luxuoso, com elevadores panorâmicos, cuja diária seria 400 pesos e como o dono era amigo dele e gostava de motociclistas deixou por 170 pesos. Fechamos na hora.

Hospedamos-nos e, na sorte, ficamos eu, Kadim e Oliveira num luxuoso triplo e Moacyr e Odileno em outro duplo.

Tomamos banho e eu, Kadim e Oliveira saímos para jantar num restaurante perto do hotel. Era tudo de primeira. Churrasco de cordeiro na brasa e comidas de todos os gostos. Nos servimos à vontade. O preço também era a vontade, 80 pesos por pessoa..

Depois da janta, voltamos para o hotel, pois o vento e o frio já eram nossos companheiros a partir deste dia em diante, deduzimos isso. Eu e Kadim fomos mexer na mini câmera que compramos e não tínhamos ainda conseguido entender.

Assistimos um pouco dos vídeos que havíamos feito, vimos algumas fotos da minha máquina fotográfica e fomos dormir.

Todos nós ralamos muito neste dia. O cansaço nos abraçava forte.

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