De Cachoeiro a Ushuaia

Talvez esta seja uma das mais belas histórias da minha vida. A mais complexa, perigosa, emocionante e a mais maravilhosa.

Há muitos anos, quando estudei geografia, ouvi falar sobre a Terra do Fogo, Patagônia e geleiras glaciais. Os anos passaram e tive a Graça de Deus de conhecer ao vivo estes e muitos outros lugares...

Acordamos bem cedo e descansados. Ainda estava escuro quando tomamos café para sairmos e então vimos uma coisa que nos acompanha eternamente... uma chuvinha fina e fria iria nos fazer companhia.

Equipamos-nos para chuva e seguimos já sem nosso amigo Pedrão, que ficou antes de São Paulo. No trajeto, víamos as famosas araucárias, símbolo do Paraná, que por sinal tem uma cidade com seu nome.

Saímos de Bahia Blanca e as retas intermináveis nos deram o ar da graça.

A moto do Oliveira acabou a gasolina no meio do nada. Depois disso, viemos abastecendo em todos os postos que víamos pela estrada, pois a velocidade que andávamos e as pistas com retas convidativas para andar forte nos surpreenderam no quesito consumo.

Aprontamos a bagagem e fomos procurar pneu para a XT 660 do Oliveira, mas não achamos na cidade. Nos informaram que na próxima cidade, que era Trelew, nós encontraríamos o pneu.

Enquanto procurávamos o pneu, encontramos uma loja que vendia galões de plástico para levarmos gasolina reserva para nossas motos. Todos compramos galões de 10 litros.

Nesse dia a Patagônia nos esperava com toda sua fúria de ventos e frio incessantes.

Na medida em que a viagem progredia pela Ruta 3 na direção de Ushuaia, a impressão era de que o frio e o vento duplicavam a cada dia. Mesmo assim parávamos para tirar fotos e filmar.

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