De Cachoeiro a Ushuaia

Cinco amigos da cidade de Cachoeiro do Itapemirim (ES) realizaram uma viagem de 16.000 km em 32 dias até Ushuaia, cidade mais austral do mundo.

De Cachoeiro a Ushuaia

Talvez esta seja uma das mais belas histórias da minha vida. A mais complexa, perigosa, emocionante e a mais maravilhosa.

Há muitos anos, quando estudei geografia, ouvi falar sobre a Terra do Fogo, Patagônia e geleiras glaciais. Os anos passaram e tive a Graça de Deus de conhecer ao vivo estes e muitos outros lugares...

1º dia - Cachoeiro de Itapemirim - Itapecerica da Serra

Chegou o dia. Nos reunimos às 5 horas da manhã no Posto Esso Senna e saímos às 6 horas e 5 minutos. Pedrão estava com a gente e nos acompanhou até São Paulo, onde faria revisão da sua Hayabusa.

2º dia - Itapecerica da Serra - Lages

Acordamos bem cedo e descansados. Ainda estava escuro quando tomamos café para sairmos e então vimos uma coisa que nos acompanha eternamente... uma chuvinha fina e fria iria nos fazer companhia.

Equipamos-nos para chuva e seguimos já sem nosso amigo Pedrão, que ficou antes de São Paulo. No trajeto, víamos as famosas araucárias, símbolo do Paraná, que por sinal tem uma cidade com seu nome.

3º dia - Lages - Chuí

Saímos com um tempo ótimo para percorrer uma estrada com muita serra e curvas fechadas. Seguimos em direção ao nosso próximo destino que era Chuí (RS).

4º dia - Chuí - Bahía Blanca

Partimos para Montevidéu e, em Sacramento, trocamos dólares por pesos argentinos e preparamos nossa passagem para o dia seguinte no Buquebus.

5º dia - Bahía Blanca - Puerto Madryn

Saímos de Bahia Blanca e as retas intermináveis nos deram o ar da graça.

A moto do Oliveira acabou a gasolina no meio do nada. Depois disso, viemos abastecendo em todos os postos que víamos pela estrada, pois a velocidade que andávamos e as pistas com retas convidativas para andar forte nos surpreenderam no quesito consumo.

6º dia - Puerto Madryn

Como Kadim estava com a garganta inflamada e tomando antibiótico, não foi no passeio que eu, Oliveira e Odileno fizemos. Moacyr ficou dormindo o dia todo no hotel e não quis fazer o passeio.

7º dia - Puerto Madryn - Caleta Olívia

Aprontamos a bagagem e fomos procurar pneu para a XT 660 do Oliveira, mas não achamos na cidade. Nos informaram que na próxima cidade, que era Trelew, nós encontraríamos o pneu.

Enquanto procurávamos o pneu, encontramos uma loja que vendia galões de plástico para levarmos gasolina reserva para nossas motos. Todos compramos galões de 10 litros.

8º dia - Caleta Olívia - Rio Gallegos

Nesse dia a Patagônia nos esperava com toda sua fúria de ventos e frio incessantes.

Na medida em que a viagem progredia pela Ruta 3 na direção de Ushuaia, a impressão era de que o frio e o vento duplicavam a cada dia. Mesmo assim parávamos para tirar fotos e filmar.

9º dia - Rio Gallegos - Ushuaia

Saímos do hotel às 9 horas com um frio já nos congelando.

Paramos na Aduana. Moacyr, Odileno e Oliveira saíram na frente e foram adiantar a entrada deles no Chile. Muita burocracia e muitos documentos. Os policiais nos disseram que não poderíamos entrar no Chile com gasolina nos galões como estávamos fazendo, não era permitido por ser uma prática considerada contrabando de combustível, já que entre Chile e Argentina existe uma diferença de preço muito grande. Colocamos o que pudemos nas nossas motos, sobrando ainda 15 litros. Os guardas ficaram procurando um galão para deixarmos o combustível, eu e Kadim ficamos 35 minutos aguardando o bendito recipiente. Os três partiram sem nós.