De BH a Ushuaia

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Nos dois primeiros dias de viagem nossos amigos tiveram muitas dificuldades, primeiro por problemas tanto na Electra quanto na Varadero, coisas simples, como eles informaram, mas que acabaram obrigando-os a procurar oficinas em Três Corações, MG e Curitiba, PR. Segundo pela quantidade de chuva que pegaram na estrada, obrigando-os a pilotar com cautela, tomando tempo e fazendo com que chegassem aos seus destinos muito tarde, próximo de 22 horas.

Após o café, fomos abastecer as motos e dali iniciar a nossa jornada. Mas na inspeção externa detectei que o farol da Harley estava com 1/3 de água da chuva. Era um problema que tinha que resolver antes de entrar na Argentina. Saímos de Registro às 8:50 horas e fui pensando com os meus botões sobre o meu problema.

Depois de uma noite bem dormida, pagamos o primeiro mico da viagem: esquecemos de ajustar o horário local e acabamos acordando uma hora mais cedo. Ficamos decepcionados com o padrão do "desayuno" - muito, muito fraco para o padrão do hotel. Fizemos o check out às 8h e fomos abastecer as motos.

O tempo virou. O jornal matinal alertava para as fortes chuvas e o céu estava bastante nublado. Saímos às 8 horas e na estrada íamos mais devagar à procura da "estacion de serviços". A primeira estava fechada e a segunda não tinha nafta. Somente na terceria, 40 km depois, em Bragado, abastecemos as motos.

O café do hotel foi horrível e o serviço péssimo e super lento. Que arrependimento!

Saímos às 8h30min com destino a Trelew (560 km). Vários trechos com paradas rápidas ao longo das RN 22 e 251. O clima estava agradável, com sol, mas temperatura na faixa dos 16ºC, vento mediano e retas intermináveis. Como a viagem estava rendendo bem, propus ao João um plus: esticar até Caleta Olivía (+450 km), o que foi prontamente aceito pelo meu parceiro.

Acordamos no dia 14 na maior empolgação, afinal, seria a coroação de todo o nosso esforço de viagem.

Tomamos café, fotografamos as motos na frente da pousada e fomos na praça central comprar uma capa de chuva para o João. Havia a expectativa de chuva em Ushuaia.

Esse dia vai ficar marcado de forma indelével nas nossas mentes, pois o momento mais desejado e esperado por nós, nos últimos 150 dias, estava por acontecer. Levantamos pilhados e, após o café na Tande Sara, era chegada a hora de irmos atrás da foto-objetivo da viagem. Sabíamos que teríamos rípio pela frente, mas este não nos trazia preocupação. Teria que ser superado sob quaisquer condições.

Decidimos antecipar em um dia a saída de Ushuaia, indo pernoitar em Rio Grande para fazer câmbio e verificar se o Coronel Jorge conseguiu um transporte para as motos. O rípio judia muito das motos, principalmente da Electra e, confesso, estou preocupado com a quebra da penteadeira.

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