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Até onde uma moto pode te levar? Ainda não tenho a resposta exata, mas vou continuar rodando para um dia poder responder essa pergunta.

Todo dia acordo e me deparo com algo novo, uma realidade diferente, um novo desafio... E não é só comigo que acontece isso, acontece diariamente com todos nós.

Pela primeira vez levei um tombo de moto. Desses que dói tudo e causa um grande susto, mas sem quebrar nada. Claro que já tombei e deixei a moto cair em lamaçais como na BR-319, que liga as cidades de Manaus (AM) e Porto Velho (RO), e na Transamazônica, ambas na Região Norte do Brasil. Diversão garantida e a certeza de ir ao chão sem surpresas.

Aos amigos e irmãos de estrada, meus cumprimentos. Minha história começa quando eu tinha 13 anos e troquei minha bicicleta e meu vídeo game por uma Mobilete 50cc. Pior que o cheiro de óleo queimado e sujeira de graxa foi a expressão da minha mãe... Nossa, minha velhinha queria me matar.

Não sei ao certo o que me fez decidir enfrentar esta viagem de moto. Se foi a temporada de chuva em Brasília que estava por continuar, se foi o fato do Filipe ter ido de moto a Ushuaia com os amigos, já ter feito a viagem ao Atacama e ter ficado muito contente, se a cirurgia do quadril que vai me deixar um tempo sem andar de moto, ou se para trazer prazer ao meu coração depois de um ano longo e trabalhoso de tratamento de um câncer de mama. Creio que juntou tudo. Fortes motivações.

Eu sempre sonhava com uma viagem de moto pelas curvas da Rio-Santos. Com a chegada de julho, o meu imaginário foi me dominando e comecei a criar um esboço mental para essa viagem. Já viajava na viagem. Mas sabe como é, planejar é tentar aprisionar algo que não aceita algemas: o tempo. Os meus planos foram por água abaixo. Imprevistos não me deixaram escapar da rotina. Enfim, sem lamúrias, ossos do ofício de um profissional liberal.

Em todos os encontros entre motociclistas, sempre surge a pergunta sobre como iniciamos no mundo das duas rodas, como viramos motociclistas ou de onde vem essa paixão - sem explicação! - pelas motocicletas. Foi a primeira bicicleta que despertou essa paixão? Foram os heróis da infância e adolescência, com suas máquinas fantásticas ou os pilotos de corridas de moto com suas vibrantes e heróicas vitórias?

Bem, alguns aqui devem me conhecer de 2009, quando comprei minha Dafra Kansas 150cc, usada, 1ª Série, com 1.600 Km rodados, a "Guerreira", como a batizei. Abandonei tudo que tinha e me lancei a uma nova vida 'nômade' pelas estradas, saindo do Brasil e indo até os Estados Unidos, onde comprei um Motorhome e fiquei por 2 anos.

 

Qualquer um que planeje viajar longas distâncias com uma moto precisa saber muito bem a diferença entre motos para viagem e as de uso diário (as que escolhemos como meio primário de transporte). Viajar bem é uma mistura da escolha certa da moto, roupas e acessórios que você vai utilizar.

Mais uma viagem com minha XRE 300 realizada com sucesso. Mais porque fui e voltei, mas se foi tudo ok, isso eu não posso responder.

Saí de Campo Grande às 5 horas da manhã. Pensa na ansiedade que eu estava, hasuhaush... Na ida fui por estradas tranquilas, sem muito movimento, temperatura agradável e consegui fazer a viagem de 425km com minha moto em exatas 5 horas.

É comum encontrarmos em nosso dia a dia, pessoas tecendo fervorosas críticas ao uso da motocicleta, e estas são as mais diversas, começando pelo comportamento de alguns motociclistas, passando pelos custos hospitalares e chegando até as questões de segurança pública.

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