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Meus amigos e minhas amigas. Para muitos, infelizmente, possuir uma Harley-Davidson fica um pouco fora dos planos. Todos sabem que uma moto com esta grife, estilo e história, não é barata. Mesmo aquelas mais antigas não ficam atrás, pois possuem não somente seu valor simbólico, nostálgico, mas um valor real monetário. Por isso, muitos ainda não tiveram a oportunidade de pilotar uma máquina dessas e, quando pilotam, acabam tendo um grande problema, pois se apaixonam de imediato, não conseguem mais deixar de pensar em ter uma exclusiva, definitivamente em suas mãos. Não escondem a vontade de ser um proprietários de uma HD.

Já fazem quase sete anos que eu (Alex) e meu amigo (Luiz) fomos passear em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. Foi uma viagem inesquecível.

Eu fui com a minha Twister na época, hoje estou com uma Ténéré 250 e meu amigo com a Saara, hoje está com uma Falcon, mas pretende trocar por uma Ténéré 250, para irmos ao Chile em 2015. Saímos de manhã com destino a São José do Rio Pardo e Tapiratiba, interior de São Paulo onde moram uns parentes, pois iríamos dormir a primeira noite lá.

Creiam, se puderem, pois esta estória é verdadeira.

Numa das viagens de moto, desta vez ao Pantanal, fizemos mais um amigo, o Marcão, lá de Bonito-MS, que tornou-se bastante especial, pela sempre cordial atenção e camaradagem.

Certa época nos retribuiu a visita, sendo hospedado em minha casa por uma semana, quando repousaria de cansativo período de trabalho.

Eu e minha esposa, Dulce, sempre fomos apaixonados por motocicletas. Na nossa juventude em Goiânia, nos anos oitenta, o ponto alto era passear na antiga praça Tamandaré, local de grande concentração dos jovens aos domingos. Como era bom aquele tempo de bate papo, sem muito compromisso, quando para quem não tinha muita grana, ter uma simples CB 50 cc da Honda, uma RD 50 cc da Yamaha ou outra pequena moto, era garantia de notoriedade. Eu, por exemplo, tinha uma RX 80 cc, uma das primeiras que chegou em Goiânia, uma conquista para um motociclista iniciante. Naquela mesma época, eu realizei um grande sonho e comprei uma moto maior, uma Yamaha RDZ 125 cc.

Viajar de moto é uma das experiências mais fascinantes que se pode ter nessa vida. Quem não tem o coração de motociclista, provavelmente nunca entenderá o porquê.

Mas até mesmo eu, às vezes, fico me perguntando, afinal, por que é tão bom assim?

Na vida é preciso ter um norte,
E seguir sempre na direção dele,
Seria bom ter uma boa companhia,
Mas se a barra pesar, e a solidão chegar, a vó nos falou:

Quase meia-noite, você está em casa, aquela preguiça, friozinho e ainda chove. A campainha toca e a pizza chegou na hora. Foi um motoboy que trouxe. Para o nosso conforto, alguém trabalha muito duro. Deve ser esse mesmo motoboy, que para entregar a pizza, o remédio, o documento ou a encomenda, saiu rasgando as ruas das nossas cidades, custe o que custar. É o guidom que arrebenta o espelho ou arranha a pintura. O motoboy é a expressão máxima do nosso capitalismo acelerado, do sistema brasileiro de neuroses.

Lendo o relato, Historia de motociclistas, aqui no site, me vi na obrigação de também contar um pouco da nossa historia, dar minha contribuição e fazer aqui uma homenagem ao Seu Zalmir machado fundador e pai de alguns membros do nosso Motogrupo, Machados do Asfalto, de Contagem, MG.

Lá pelos anos 70, quando o país era dominado pela ditadura militar, as coisas eram meio que difíceis por aqui, o país andava devagar, ainda era meio agrário, o dinheiro era pouco e as novidades custavam para atravessar o Atlântico e desembarcar em terras brazilis.

Há algum tempo atrás, quando chegava de mais uma viagem, encontrei meu vizinho de apartamento na portaria do prédio onde moro. Enquanto "desarreava" a moto e retirava a bagagem, aquele senhor de sorriso fácil e rosto bondoso, me contou que seu filho, um garoto de uns dez anos, aficionado por motos, certa vez gastou um tempão lhe falando de histórias sobre nós, motociclistas, mas, que para me ser honesto, não havia prestado muita atenção.

Uma viagem, um recomeço, o que o destino trouxer

Capítulo 1 – O fim e o começo

Eu começo este livro pelo fim, o fim de meu casamento. Realmente nunca quis que ele acabasse, mas atitudes inteligentes e bastante oportunas de minha parte (para não dizer o contrário) tiveram como consequência imediata a nossa separação. Era o dia 7 de dezembro de 2012, então eu já tinha exatos 12 anos e 3 meses de relacionamento, 2 anos e quase 2 meses de casamento oficializado. Nossa filha foi dama de honra, na cerimônia, e entrou com o buquê de flores escondendo o rosto. Quem via dizia: "que criança tão acanhada..." ledo engano... Quem conhece a peça sabe do que estou falando, mas em outra hora te direi quem realmente ela é...

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