Textos legais

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Estranho o título acima, mas foi assim que tudo começou. Transcorria o início do ano de 1962 - isso mesmo, fazem 51 anos! - eu morava em Salvador, fazia faculdade das 8 às 12h10 e trabalhava em um banco, entrando às 12h30. Não havia como chegar no horário usando ônibus, lotação ou mesmo carro, pois tinha que atravessar todo o centro da cidade na hora do "rush". Fazia esse trajeto andando (praticamente correndo) e chegava 12h32, 12h34, que me rendiam reclamações no fim do mês.

Ser motociclista -
Um sêr " viajero "
Verbo e substantivo ,
Coração e alma
Marcados por ferro e fogo,
Em sentimentos incompreendidos -
Em chegadas e partidas -
Em " buenos días " e " hasta luegos " ...

Meus amigos e minhas amigas. Para muitos, infelizmente, possuir uma Harley-Davidson fica um pouco fora dos planos. Todos sabem que uma moto com esta grife, estilo e história, não é barata. Mesmo aquelas mais antigas não ficam atrás, pois possuem não somente seu valor simbólico, nostálgico, mas um valor real monetário. Por isso, muitos ainda não tiveram a oportunidade de pilotar uma máquina dessas e, quando pilotam, acabam tendo um grande problema, pois se apaixonam de imediato, não conseguem mais deixar de pensar em ter uma exclusiva, definitivamente em suas mãos. Não escondem a vontade de ser um proprietários de uma HD.

Já fazem quase sete anos que eu (Alex) e meu amigo (Luiz) fomos passear em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. Foi uma viagem inesquecível.

Eu fui com a minha Twister na época, hoje estou com uma Ténéré 250 e meu amigo com a Saara, hoje está com uma Falcon, mas pretende trocar por uma Ténéré 250, para irmos ao Chile em 2015. Saímos de manhã com destino a São José do Rio Pardo e Tapiratiba, interior de São Paulo onde moram uns parentes, pois iríamos dormir a primeira noite lá.

Creiam, se puderem, pois esta estória é verdadeira.

Numa das viagens de moto, desta vez ao Pantanal, fizemos mais um amigo, o Marcão, lá de Bonito-MS, que tornou-se bastante especial, pela sempre cordial atenção e camaradagem.

Certa época nos retribuiu a visita, sendo hospedado em minha casa por uma semana, quando repousaria de cansativo período de trabalho.

Eu e minha esposa, Dulce, sempre fomos apaixonados por motocicletas. Na nossa juventude em Goiânia, nos anos oitenta, o ponto alto era passear na antiga praça Tamandaré, local de grande concentração dos jovens aos domingos. Como era bom aquele tempo de bate papo, sem muito compromisso, quando para quem não tinha muita grana, ter uma simples CB 50 cc da Honda, uma RD 50 cc da Yamaha ou outra pequena moto, era garantia de notoriedade. Eu, por exemplo, tinha uma RX 80 cc, uma das primeiras que chegou em Goiânia, uma conquista para um motociclista iniciante. Naquela mesma época, eu realizei um grande sonho e comprei uma moto maior, uma Yamaha RDZ 125 cc.

Viajar de moto é uma das experiências mais fascinantes que se pode ter nessa vida. Quem não tem o coração de motociclista, provavelmente nunca entenderá o porquê.

Mas até mesmo eu, às vezes, fico me perguntando, afinal, por que é tão bom assim?

Na vida é preciso ter um norte,
E seguir sempre na direção dele,
Seria bom ter uma boa companhia,
Mas se a barra pesar, e a solidão chegar, a vó nos falou:

Quase meia-noite, você está em casa, aquela preguiça, friozinho e ainda chove. A campainha toca e a pizza chegou na hora. Foi um motoboy que trouxe. Para o nosso conforto, alguém trabalha muito duro. Deve ser esse mesmo motoboy, que para entregar a pizza, o remédio, o documento ou a encomenda, saiu rasgando as ruas das nossas cidades, custe o que custar. É o guidom que arrebenta o espelho ou arranha a pintura. O motoboy é a expressão máxima do nosso capitalismo acelerado, do sistema brasileiro de neuroses.

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