Quando a pessoa gosta de motocicleta, não tem jeito mesmo. Ela, de uma maneira ou de outra, um dia vai querer possuir uma. Eu sou um exemplo disso, pois logo aos quatro ou cinco anos de idade, morando em minha cidade do interior de Minas com a minha família, possuíamos um vizinho estilo "garoto brilhantina", que me chamava a atenção pelas botas pretas, calças e jaquetas de couro e que sempre aparecia com a sua moto. E que moto... uma Harley Davidson preta. Acredito que, pela época, fabricada entre 1961 e 1964. Em determinados dias, ele tirava algumas horas para levar os garotos da rua para passear, de tanto que pediam. Eu, com certeza, era um deles, sempre estava na fila para dar uma volta naquela máquina que me deslumbrava, que me parava a respiração.

Como a máquina somente possuía um banco para o piloto ele nos levava sentados no tanque da moto. Apesar de parecer uma irresponsabilidade, não pensávamos nisso, pois a emoção falava mais alto. Bem alto, aliás.

Os anos foram passando e pelas dificuldades que enfrentávamos na vida somente consegui adquirir minha primeira motocicleta já com cerca de 22 anos de idade. Uma pequena 125cc. Até hoje, 28 anos depois, nunca mais deixei de possuí-las.

Muitos possuem uma motocicleta por necessidade, para o dia a dia porque é bem mais rápida e econômica. Outros possuem por vaidade, apenas para mostrar uma máquina bonita e potente. Outros possuem pela paixão, pelo prazer, pela emoção, pela satisfação. Eu me enquadro justamente neste último.

Pensava eu que um de meus filhos herdaria esta minha paixão pelas motocicletas, pois quando minha esposa estava grávida, justamente no momento em que começou a sentir que ele nasceria, foi sobre uma motocicleta que a levei para o hospital. Eu e minha esposa, grávida de nove meses, sobre uma moto, rumando para que meu filho nascesse. Ao descer da motocicleta a bolsa da minha esposa chegou a estourar, quase meu filho nasceria sobre duas rodas. Porém, como mencionado acima, quem gosta, gosta mesmo. Ele não é tão chegado assim a motocicletas. Aprecia, mas não é tão ligado. Já o outro, mais novo, será com certeza um futuro motociclista.

Deixo aqui, então, um pedacinho de minha história sobre o início de minha paixão por motociletas.

E você que agora lê este artigo? Como foi se apaixonar por motos ? Teria sido amor à primeira vista ? Poderia nos contar?

Abraços

Comentários (11)

  1. Klever Amaral

É muito bom interagir com pessoas com as quais compartilhamos a paixão por motocicletas. Isso me levou a ler o texto do Mauro Tramonte e, escrever esse comentário. Minha paixão por motos nasceu assim que aprendi a pilotar, de 12 para 13 anos. Desde então não mais me afastei das motos. Nem memso imagino minha vida sem ter moto. Como o título do meu comentário sugere, abro mão do uso da razão e a emoção é que toma conta quando penso e uso (de forma saudável) minha moto. Hoje sou um feliz proprietário de uma 125 que me levará em minha próxima viagem. Serão uns 2000 km ida e volta percorridos por mim com um sorriso de orelha a orelha dentro do capacete. O motociclismo faz parte da minha personalidade, ando de moto por prazer tanto no dia a dia, quanto no lazer. Viajar de moto é o máximo.

Forte Abraço!

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