Motociclistas invencíveis

Motociclista desde os anos 50, João Cruz é autor do livro Motociclistas Invencíveis onde conta uma viagem de moto que fez no ano de 1960, quando piloto e garupa atravessaram seis estados brasileiros percorrendo a BR-116 - Rio-Bahia, que na ocasião era uma estrada de terra e considerada a estrada da morte. Ele escreve crônicas da vida de um motociclista do ponto de vista de um "veterano".

Ser ou estar motociclista...eis aí a questão!

A grosso modo, ser motociclista é todo aquele que está habilitado para tal e anda de motocicleta, seja passeando ou mesmo trabalhando. Mas se analisarmos com alguma profundidade o lado emocional, estar motociclista não será a mesma coisa que ser, porque estar, é um “estado de espírito” e não simplesmente físico.

O Tombo... e a Sua Utilidade!

Certa vez, Thomas R. Marchall (antigo político americano) disse: “ Não brigue com o problema, resolva-o”.

Sabedores que um tombo poderá representar num problema, ninguém deseja levar um, não é verdade? Mas existem determinadas atividades e até ocasiões, que um tombo ou outro sempre poderá acontecer, por mais cuidado que se tenha. Ficar então prevenido e saber como agir nessas ocasiões é uma atitude importante, pelo fato de minimizar seus efeitos danosos e até, oportunamente, aproveitá-los como se fossem uma forma de “aprendizado na arte de cair”.

A motocicleta ideal

Qual será a motocicleta ideal? Ela existe? Se existe e nisto acredita, como você acharia que ela deveria ser?

Teria de ter grande cilindrada, ser bem pesada e muito enfeitada? Mas se fosse leve, ágil e rápida, seria melhor? E para aqueles que preferem as que tenham razoável peso, cilindrada e resistência. Como entender?

Causa e efeito - As leis da Natureza

O que vem ocorrendo na região serrana do meu Rio de Janeiro, assim como em São Paulo, Minas Gerais e estados do sul, lamento dizer, mas “já vi esse filme”.

Na narrativa do livro “Motociclistas Invencíveis”, descrevo igual tragédia no transcurso da viagem na volta do nordeste para o Rio de Janeiro no ano de 1960. Não na sua total intensidade e repercussão, porque o livro é de aventuras e não de tragédias. Mas foi tão intensa e dramática, que o presidente à época, Dr. Juscelino Kubitschek mandou jogar víveres de paraquedas aos sobreviventes das enchentes que ficaram isolados tanto nas estradas quanto em outros locais. Isso porque, estando sem alimentos e água potável, estes sitiados em busca da sobrevivência invadiam propriedades que não foram esfaceladas pelas forças da intempérie, saqueando então tudo o que encontravam para beber e comer, inclusive animais que abatiam para depois comerem.

A Visão do Estradeiro

A região aqui é muito montanhosa, com aclives bastante acentuados. E em conseqüência das chuvas e o esforço das trações dos veículos para subirem estes aclives ou frearem nos declives íngremes, surgem profundas valas em toda a extensão da estrada. Sem falar dos perigosos sulcos enviesados porque se uma roda da moto, principalmente a dianteira, entrar e derrapar nesses sulcos, é tombo na certa.

Porque ser motociclista estradeiro?

  • Para poder sentir inebriante liberdade no corpo, na alma, na mente.
  • Nas estradas, para ele não existe fronteiras nem destino prévio porque, embora possa haver um roteiro e meta estabelecida, tudo é mutável. Seu destino é não ter destino;
  • Na estrada inexiste sol, calor, chuva ou frio, porque está habituado aos fenômenos naturais. Há, sim, incomparável e bela natureza detentora de desafiadoras fronteiras a serem vencidas;

Aventura de Motocicleta em 1960

Esta aventura aconteceu porque Deus estava conosco. Ia um pouco afastado de nós, é certo, tendo em vista que ficar muito próximo de dois malucos é altamente perigoso.”

O autor da frase acima é o Carioca João Cruz, que já nos brindou aqui no Viagemdemoto.com com diversos textos que contam a história do motociclismo brasileiro.

O Motociclista... O Estradeiro

Um sábio provérbio conta: “Se quer saber como é o caminho, pergunte a quem já o percorreu”. Foi baseando-me neste sábio provérbio que, após aceitar sujestão de ‘irmãos’, fiz este livro por acreditar poder através dele transmitir às novas gerações, boas experiências adquiridas em viagens estrada afora.

É notório e sabido que o verdadeiro motociclista é por natureza corajoso, amante da liberdade e solidário companheiro, não somente com os ‘irmãos’, mas também para com as demais pessoas.

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