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Motociclistas invencíveis

Motociclistas

Existe diferença entre eles? Pergunto...

Claro que há, respondo!

Enquanto uns utilizam motos para lazer, outros as usam como meio de  transporte, havendo inclusive uma parcela bastante significativa que busca sua sobrevivência exercendo atividade comercial.

Vias Públicas

Ruas, avenidas e estradas, deveriam ser locais para transitarmos com segurança e tranquilidade. Não é verdade?

Um cidadão que vai ou vem do trabalho, seja no seu veículo particular (que poderá ser carro ou motocicleta), ou até mesmo num coletivo público, terá ele segurança e certeza que chegará bem ao seu destino?

Fator Emocional

Conforme estabelecido em lei, somente através de curso feitos em Moto escolas e posterior aprovação no órgão competente, será possível obter-se carteira (carta) de habilitação.

Acontece porém que essas Moto escolas em razão do rigoroso cumprimento da lei, ministram aos seus alunos apenas a parte prática e teórica na condução das motocicletas.

Motociclista Sonhador

Existe uma história, ocorrida num hospital com muitas enfermarias e um quarto com apenas duas camas, exclusivamente para doentes terminais. E dessas duas camas lá existentes, somente uma delas ficava junto à única janela que havia nesse quarto.

E estando a cama próxima à janela já ocupada por um motociclista com grave enfermidade, o outro doente que acabara de chegar, somente para ela poderá ir após o falecimento daquele que a estava utilizando. Então, a cama que esse recém-chegado iria ocupar ficava no fundo do quarto, onde só havia móveis e paredes.

Pra que farol? Farol pra quê?

Andar de motocicleta é tão maravilhoso que muitas definições são feitas, porém nenhuma delas ainda conseguiu definir na sua totalidade essa sensação. Frustação essa com a qual concordo tendo vista sua complexidade. A título de exemplo vou citar uma passagem ocorrida na Bahia a caminho de Nova Conquista. E a coisa aconteceu assim:

O Pequeno... mas Grande Filósofo

Fato interessante aconteceu comigo e possivelmente terá acontecido com outros motociclistas. Mas como dizem que se dois fazem a mesma coisa não é a mesma coisa, então, se a coisa não tiver acontecido da mesma forma, poderá ter acontecido de maneira parecida.

Assim sendo, contarei meu caso e vejamos se a mesma coisa é a mesma coisa. Ou não...

Minha Primeira Motocicleta

Como terei confirmação se essa motocicleta que escolhi é realmente a minha motocicleta?

Antes de comprá-la olhei várias outras, admirei algumas, cheguei até a fazer (test-drive) com uma ou outra, porém só descansei quando me encantei com ela. Até parece que o destino aguardou um tempo para apresentar-nos depois da cansativa procura

Pelo Cemitério... Não!!!

Oriundos do Rio de Janeiro a fim de vermos o carnaval em Recife, o que realmente aconteceu, eu e o garupa estamos agora em Campina Grande-PB, especialmente para cumprir promessa que fizemos a duas moças em Ibimirim-PE, quando por lá pasamos e com elas tivemos delicioso romance.

Estavam elas há vários anos na casa da madrinha de ambas, em Ibimirim, e agora queriam voltar para suas mães. Mas temerosas que estavam por irem direto às casas de suas repectivas mães e não serem por elas aceitas, não teriam mais onde ficar por não poderem mais voltar para a casa da madrinha. E para piorar a situação, antigamente a comunicação era muito difícil, principalmente no interior.

Antigas “Borboletas”

Antes da vistoria anual, atualmente feita em obediência ao estabelecido pelas normas de trânsito quanto ao excesso de ruído nas descargas dos veículos, havia um artifício que alguns poucos motociclistas adotavam (eu adotei) e acho interessante contar:

No cano de descarga da minha motocicleta AJS 500cc, 1 cilindro, adaptei dispositivo feito por hábil lanterneiro (funileiro para paulistas), a fim de aumentar e/ou abafar o ronco da descarga.

Nome: “Borboleta”.

O Touro Ciumento

Passagem curiosa aconteceu quando eu e o garupa viajávamos de moto por estrada de terra através de pequenas cidades do interior. Estrada pouco movimentada, mas bastante acidentada com costelas e buracos. Sem pressa, passávamos por chácaras, sítios e fazendas.

Esse cenário que presenciávamos era maravilhoso por ser diferente do habitual, tendo em vista que na cidade o que impera são construções de cimento, onde pouca natureza fica à vista.

Com as calças na mão

Com muito pouco dinheiro nos bolsos e depois de comer bastante poeira, a noite já tinha chegado. Entramos em uma pequena comunidade próxima da estrada e vimos um pequeno barraco aberto e com a luz acesa. Era uma estrebaria. Parei, estacionei a moto e entramos. Encontramos um senhor que estava tratando de jegues e cavalos. Chegando até ele perguntamos onde seria possível eu e o garupa comermos alguma coisa que não fosse cara, pois tínhamos pouco dinheiro.

Dia de socorrer veículos

Se as estradas por nós percorridas na Bahia eram ruins, esta agora é péssima, tanto que, logo, logo, o pneu traseiro furou novamente e tivemos de consertá-lo.

Mais adiante entramos num povoado de nome Mirim, fizemos uma parada para esticarmos um pouco as pernas, deixamos a moto junto à estrada e caminhamos por algumas ruelas apenas por curiosidade para ver o que havia. Casualmente encontramos um acanhado barzinho onde o cozinheiro havia preparado uma rabada com agrião e polenta e que cheirava maravilhosamente bem.