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Motociclistas invencíveis

Uma interessante entrevista realizada pela Soninha Namastê com o veterano motociclista, escritor e colunista do Viagem de Moto, João Cruz, durante a qual ele fala sobre as diferenças entre o motociclismo de hoje e de antigamente, quando a postura dos motociclistas naquela época faziam com que fossem respeitados e até admirados pelas pessoas.

Para os atuais motociclistas, aqueles que reclamam por falta de infraestrutura nas rodovias quanto à deficiência na sinalização em razão da precária orientação por placas; buracos nas vias; atendimentos falhos em postos de combustíveis; assistência mecânica duvidosa; dificuldades em conseguir alimentos e tudo mais, não lamentem o que têm e apenas cobrem por melhorias, pois já foi muito pior. Se fizermos pequena comparação, atualmente os motociclistas desfrutam de um maravilhoso ‘céu de brigadeiro’ nas rodovias, postos de combustíveis, sinalizações e tudo mais.

Na trajetória de volta para o Rio de Janeiro, colocamos gasolina na moto com os últimos Cr$40,00 (cruzeiros) que tínhamos e continuamos pela estrada Rio-Bahia com chuva. Chuva essa que já está chateando muito. Ela está tão insistente e intensa, que a caatinga agora era só água, tendo lugares onde a estrada, por ficar mais alta, ajudava a formar lagos em ambos os lados. E sobre a água deste lago só se vê um pouco da copa das pequenas árvores e arbustos, antes marrons quando nós passamos na ida, agora na volta encontravam-se verdinhas.

Por ser um veterano motociclista estradeiro, agora aposentado mas ainda pilotando uma gostosa motocicleta de 250cc, venho acompanhando as muitas alterações que o trânsito vem sofrendo no decorrer do tempo. Transformações que estão acontecendo infelizmente para pior em razão do crescente número de veículos; na maior velocidade neles imprimida, seja nas estradas ou dentro das cidades, ambas com pisos mal conservados; ficando ainda pior pelo fato de haver imprudência, negligência e imperícia por parte de muitos dos seus condutores, o que motiva as autoridades a criarem constantemente novas leis e valerem-se de modernos mecanismos para pacificar o grande e violento trânsito que diuturnamente nós, todos nós, somos obrigados a enfrentar nas grandes cidades e estradas do nosso país.

Uma 'pilota' radical, mas que raciocina bem, é inteligente e audaciosa. Após ter lido o livro de minha autoria, Motociclistas Invencíveis, a veia estradeira da professora de matemática e motociclista Lisiane Flores Pletiskaitz, de Fortaliza, CE, sangrou e, para estancá-la, "bolou" fazer uma viagem ainda inédita no motociclismo brasileiro, talvez mundial.

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Essa afirmação que faço tem seu fundo de razão, pois baseia-se em experiências pelas quais já passei nas várias viagens que fiz com motocicletas estrada afora.

As mais estranhas experiências ocorreram numa mesma viagem, acontecendo o primeiro caso ainda no Rio de Janeiro e o segundo no interior da Bahia, ambos por perda de objetos, e foi assim:

Um grupo de motociclistas, que também eram ótimos patinadores, após terem inaugurado rinque de patinação (a convite do Prefeito) construído na várzea, em Teresópolis, vez por outra iam lá para fazerem algumas apresentações, incrementando assim o esporte no bairro.

Isso aconteceu nos anos 50... Tem pouco tempo, não???

No Brasil o motoclismo começou como prática meramente esportiva, voltada unicamente para passeios, jornadas e competições, porém as motocicletas eram todas importadas por não haver fabricação por aqui.

Devido a existência dessa modalidade surgiu naquela ocasião o Moto Clube de Campos-RJ (o mais antigo Moto Clube do Brasil), que tinha por finalidade promover encontros e reuniões sociais com esses motociclistas amadores.

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