Motociclistas invencíveis

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Vez por outra um louco qualquer é acometido por um ataque de histerismo ou de 'achismo' e sai por aí 'botando a boca no trombone' alardeando que teremos mais um fim do mundo.

E de tanto alardearem isso através dos tempos a coisa foi ficando tão banal, que já parece notícia corriqueira tipo daquela que só 'assusta neném'.

Tudo que vier para proteger o motociclista, sem dúvida é bem-vindo, porém, modestamente, pergunto: Por quê mais leis para obrigar motoprofissionais usarem determinada indumentária que é utilizada por velocistas?

Será para ficarem mais protegidos, pelo fato de terem de se tornar velocistas do asfalto para trabalharem mais e mais rápido a fim de poder comprar a roupagem, ou até mesmo para poder pagar as respectivas multas caso não comprem as indumentárias?

Diuturnamente, abnegados motociclistas vêm enfrentando pesado trânsito para usufruírem as delícias que suas motos lhes proporcionam.

Existe porém uma outra gama de motociclistas que diuturnamente têm de enfrentar denodadamente esse mesmo trânsito pesado e violento, não por diversão, mas sim pela constante luta para sua sobrevivência.

Se... quando incansavelmente procurou a moto dos seus sonhos e ao encontrá-la teve sentimento de paixão e de cumplicidade, saiba que você encontrou a moto ideal, amiga, fiel companheira e protetora.

Se... quando nela sentou e imediatamente percebeu haver entre ambos total confiança e sentimento de respeito, saiba que ela também assim interpretou e passou a sentir-se útil e poderosa.

Amigo motociclista, você que é da área, leia, analise e diga se é estória ou história o que vou contar:

Mas veja que se trata de uma narrativa forte!

E para que seja possível entender o ocorrido na cidade de Imbuíra-BA, abaixo narrada, faço uma introdução explicando o por quê da aflitiva situação na época, quando piloto e garupa voltavam pela estrada Rio-Bahia, BR-116, da Paraíba-PB para o Rio de Janeiro-RJ, numa viagem de 6.000 km e que durou 41 dias.

Foi assim:

Atualmente, motociclistas estradeiros podem dar volta ao mundo com relativa facilidade. Acontece, todavia, que muitos deles esquecem terem sido os veteranos pioneiros que criaram e os incentivaram a trilhar essa maravilhosa modalidade esportiva que induz conhecer novas terras; outras pessoas; diferentes costumes regionais e até internacionais. Esta última, porém, exclusiva para alguns privilegiados.

Por que tantos acidentes com destruição, feridos e mortes nas ruas e rodovias?

Qual a razão para tanto desrespeito ao próximo, muitas das vezes por nada?

E a educação, coisa que outrora muito existiu, mas que hoje em dia a maioria das pessoas nem sabem o que isso representa e se existiu mesmo?

Para os atuais motociclistas, aqueles que reclamam por falta de infraestrutura nas rodovias quanto à deficiência na sinalização em razão da precária orientação por placas; buracos nas vias; atendimentos falhos em postos de combustíveis; assistência mecânica duvidosa; dificuldades em conseguir alimentos e tudo mais, não lamentem o que têm e apenas cobrem por melhorias, pois já foi muito pior. Se fizermos pequena comparação, atualmente os motociclistas desfrutam de um maravilhoso ‘céu de brigadeiro’ nas rodovias, postos de combustíveis, sinalizações e tudo mais.

Na trajetória de volta para o Rio de Janeiro, colocamos gasolina na moto com os últimos Cr$40,00 (cruzeiros) que tínhamos e continuamos pela estrada Rio-Bahia com chuva. Chuva essa que já está chateando muito. Ela está tão insistente e intensa, que a caatinga agora era só água, tendo lugares onde a estrada, por ficar mais alta, ajudava a formar lagos em ambos os lados. E sobre a água deste lago só se vê um pouco da copa das pequenas árvores e arbustos, antes marrons quando nós passamos na ida, agora na volta encontravam-se verdinhas.

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