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Respeitados e Admirados

Por que tantos acidentes com destruição, feridos e mortes nas ruas e rodovias?

Qual a razão para tanto desrespeito ao próximo, muitas das vezes por nada?

E a educação, coisa que outrora muito existiu, mas que hoje em dia a maioria das pessoas nem sabem o que isso representa e se existiu mesmo?

Com se explica a obrigação de freqüentar Auto e/ou Moto escolas para que seja possível obter a CNH, e o trânsito estar tão confuso e violento?

O que realmente vem contribuindo para essas situações tão desagradáveis e prejudiciais?

E a violência inconcebível que acontece atualmente, com brigas e até assassinatos no trânsito? O que, afinal de contas veio contribuir para tudo isso?

Esse meu questionamento acima decorre da transformação que paulatinamente veio ocorrendo no comportamento das pessoas, das famílias, das cidades, do Brasil, e até do mundo no passar dos anos.

Serão as drogas, responsáveis por isso? Será a impunidade e a corrupção, que estão blindando as pessoas para com as outras, afastando-as de um relacionamento direto ao invés de uni-las, agregá-las?

Terão as mídias participação nisto, favoravelmente ou não?

E a internet com os relacionamentos sociais através da virtualidade? Terá nesse contexto forte participação? Pelo que sei, seus próprios usuários criticam, e deles até uma piada apresento:

No enterro de um parente que adotava esse tipo de relacionamento virtual, era aguardada a presença de centenas de pessoas no velório, dado o enorme relacionamento que havia entre o falecido e a rede social com a qual compartilhava. Mas para surpresa de todos, apareceram ao velório somente alguns poucos parentes. Da tal rede social ninguém apareceu....

Isso mostra ser pura ilusão esse tipo de relacionamento, por haver falta do necessário calor humano e do importante contato físico. Falta o “olho no olho”. Razão dessa ilusão virtual não unir, pelo contrário, vai desagregando a tudo e a todos, paulatina e inexoravelmente.

Somos muito amigos... mas não lhe conheço!!!

Por isso pode até acontecer de duas pessoas brigarem na rua por desavença no trânsito sem saberem que virtualmente pela Internet são tão amigas. Diria até que são ‘unha e carne’.

Estou com a razão?

Não estou dizendo que esse tipo virtual de relacionamento deva acabar, não! De forma nenhuma! Ele é importante pra comunicação ampla, rápida e direta. Apenas prezo para que não substitua o relacionamento interpessoal.

Vejam que muitas guerras ocorreram, animosidades sempre existiram como nos conta a história mundial, entretanto são elas sazonais porque acontecem e dali um tempo acabam. Mas o caminho da violência que a humanidade atual está seguindo é por demais perigoso por sua continuidade e constante crescimento. E nesse contexto não enfoco unicamente pessoas, estendo-me também ao meio-ambiente, inclusive à natureza como um todo, que há muito vem sendo severamente agredida pelo homem.

E como para toda ação existe a devida reação, os terremotos, deslizamentos, severas enchentes e arrasadores furacões que não víamos no Brasil, agora eles aqui estão para que os vejamos e sintamos suas nefastas consequências.

Então comparo: A pequena falta de educação ou o leve gesto de desrespeito para com alguém ou qualquer outra coisa, comparo-os com a chuva, ou mesmo uma brisa: Suave e pouca inicialmente, ninguém quase a considera e nem lhe dá qualquer valor. Com a constância e progressiva quantidade acaba alcançando a força de dilúvio ou de um furacão devastador. Aí todos prestam-lhe atenção e dão o devido respeito. Mas por pouco tempo, infelizmente!

Fortes exemplos físicos para o exemplo acima posso mostrar, lembrando o que vem acontecendo no Brasil e no mundo através de enchentes, deslizamentos, soterramentos e terremotos. Acidentes esses que raramente aqui acontecia. E o Tsunami... o que me dizem?

Será isso um aviso para o que definitivamente virá, caso o desrespeito à natureza continue?

Se é, que nos cuidemos porque essas forças da natureza, quando enfurecidas são incontroláveis.

Então, respeitar-nos mutuamente e principalmente à natureza é o que devemos fazer. E urgentemente, enquanto é tempo!!!

Enfim, por derradeiro informo: Os antigos motociclistas eram felizes porque se respeitavam e amavam a natureza... e vice-versa!

Com satisfação, afirmo... felizmente eu fui um deles!!! 

João Cruz é autor do livro Motociclistas invencíveis
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