Enquanto elaborava o planejamento para a essa viagem de moto e lia sobre o Nubra Valley, um dos lugares que mais aparecia era Turtuk, um vilarejo entre as montanhas do Himalaia, encravado entre a Índia e o Paquistão.

É como se estivesse pretendendo ir a Uiramutã, em Roraima, na divisa com a Venezuela e a Guiana, município mais ao norte do Brasil. Então incluí o vilarejo dentre os lugares que iria visitar nesse dia.

Enquanto comia o lanche da manhã, uma mulher de etnia mongol entrou na casa com uma vasilha que soltava fumaça. Ela entrou em todos os cômodos enquanto entoava uma oração budista.

Antes de sair, tirei uma foto com o Manoj e o Khadur, o garoto de Bangalore e o nepalês que cuidam do Hostel onde estava hospedado. Aproveitei e tirei foto também com a família de Mumbai.

Coloquei a bolsa do equipamento de fotografia na moto e fui para a estrada. Passei no lugar onde os camelos bactrianos ficam. Tirei fotos, mas resolvi não andar nos bichos.

Viagem de Moto pelo Himalaia - Nubra Valley - Ladakh

Depois fui em direção ao norte. A estrada era estreita como a maior parte das que havia passado na região de Ladakh e estava em boas condições a maior parte do percurso, mas tinha muito caminhões do exército circulando. Em cada vila que passava havia também uma base com muitos soldados.

Haviam algumas indicações de distância para os vilarejos, mas não aparecia a distância para Turtuk, e nos entroncamentos, que eram poucos, não havia indicação de para onde cada estrada levava. Então eu fui seguindo pelo instinto e perguntando sempre que encontrava alguém. Difícil era me comunicar, pois as pessoas pareciam falar apenas dialetos locais. Errei apenas uma vez, mas encontrei um caminhoneiro perto de uma bonita ponte estaiada que parecia não levar a lugar algum e retornei para o caminho certo.

A única lanchonete que encontrei no percurso só tinha biscoitos e sucos de caixinha para vender, e foi o que me sustentou durante o dia.

Passei por um posto de controle do exército, o mais rigoroso de toda viagem, com preenchimento de formulário, questionamentos e inspeção da bolsa.

Cheguei à vila, que não tinha nada demais. Feia, com movimento de soldados e uma grade base do exército. Fiquei alguns momentos contemplando um riacho que corria entre as pedras, tirei uma foto em frente à placa que indicava onde eu estava, sob os olhares curiosos das crianças e moradores e voltei para Hunder.

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