De volta aos caminhos do Himalaia

Viagem de moto solo realizada pelo motociclista brasileiro Rômulo Provetti pelas estradas mais altas do mundo na região de Ladakh, no Himalaia indiano, entre o Tibete e o Paquistão, pilotando uma Royal Enfield Classic 350cc.

Viagem de moto pelo Himalaia

Tudo começou em 2014, quando um amigo, Rafael Barata, me convidou para fazermos uma viagem de moto pelo Himalaia indiano. Planejamos a viagem por vários meses e quando fomos realizá-la, em setembro de 2015, descobrimos que tínhamos subestimado as condições das estradas que iríamos percorrer na região da Caxemira, fronteira com o Paquistão. Eram algumas das estradas mais perigosas e difíceis do mundo, que nos impuseram grandes desafios e acabamos não conseguindo completar o percurso planejado.

1º dia - Nova Délhi - Solan

Quando iniciamos a viagem O hodômetro da moto estava com 5.486,8 km. Saímos por volta das 7h30, mais tarde do que eu gostaria. O Ankur teve que ajustar alguma coisa na sua moto e acabou atrasando. Quando finalmente chegamos à estrada já passavam das 8h.

2º dia - Solan - Recong Peo

O lugar em que estávamos hospedados fica na encosta de uma montanha, assim como toda a cidade de Solan. Quando acordei e olhei pela janela do quarto, vi o vale em frente completamente coberto pela neblina. Uma linda paisagem.

3º dia - Recong Peo - Nako

O escritório do governo onde eu pegaria a autorização para ir para o Spiti Valley só abriria às 10 horas, mas antes das 7h eu já estava de pé para tirar fotos das montanhas com picos cobertos pela neve que rodeiam a cidade. Era a primeira neve que eu via durante a viagem.

4º dia - Nako - Kaza

Acordei muito cedo, perto das 4 horas da manhã e fiquei fazendo hora na cama. Quando amanheceu eu saí para uma longa caminhada pelo entorno da vila que é pequena, mas tem uma boa quantidade de hostels, casas e um belo monastério budista com paredes de pedras. Quando retornei para o hotel o Ankur estava me esperando.

5º dia - Spiti Valley

Nesse dia eu tinha planejado conhecer o Ki Monastery, o mais cênico monastério budista que existe, além de outras atrações da região do entorno da cidade de Kaza, como o Sakya Tangyoud Monastery, o povoado de Kibber e alguns stupas. Assim desci do quarto, encontrei com o Ankur e ele me disse que iria conhecer o Ki Monastery comigo e depois seguiria para Manali, iniciando sua viagem de volta para casa.

6º dia - Kaza - Keylong

Seria o primeiro dia sozinho pelas montanhas do Himalaia. Estava com um frio na barriga, como na primeira vez que fiz uma viagem de moto para o Atacama, mas seguro de que o meu planejamento era bom o suficiente para que os próximos 20 dias na estrada fossem um sucesso e todos os desafios que encontraria seriam vencidos.

7º dia - Keylong - Pang

Acordei ansioso. Nesse dia eu chegaria a Ladakh, onde se encontram as estradas e as passagens de montanha mais altas do mundo, algumas das paisagens mais fantásticas do Himalaia e o destino principal dessa minha viagem de moto.

8º dia - Pang - Leh

Apesar do cansaço acumulado nos últimos dias, a noite não foi de descanso. O lugar era muito desconfortável e o frio foi intenso durante toda a noite. Assim que acordei, arrumei a bagagem e fui para o dhaba para comer alguma coisa. Mal entrei na cozinha, começou a nevar forte do lado de fora.

9º dia - Leh

No dia anterior eu tinha combinado com a mulher que me atendeu na agência de turismo retornar para verificar como fazer para obter a permissão para viajar pela região de Ladakh no Himalaia. Por volta das 10 horas, cheguei à agência.