Colors: Pink Color

Saímos sabendo que hoje era o dia de atravessar a fronteira com a Bolívia. Passamos por um trecho de estrada que atravessava o pantanal, muito bonito, mas os bichos que eu queria ver, não vi, só mortos ao longo da estrada, que tinha poucos trechos com acostamento e muitos pedaços de borracha de pneu espalhados na pista. Também tinha muitos (18) radares, um próximo ao outro. Por causa dos radares tínhamos que andar a 80 km/h.

O café do hotel era horrível. Fomos para o primeiro posto da Bolívia e eu já estava apreensiva para abastecer pois sabia das histórias. Chegamos ao posto onde vimos dois guardas que quase não se mexiam, parados com cara de mal amados. O antipático do frentista abasteceu as motos, mas cobrou 8,65 o litro da gasolina. Pagamos com dólares. Até que não foi tão difícil, eu pensei.

Depois de um café horrível com Nescafé em saquinho sem leite e um pão duro, fomos tentar comprar gasolina no galão que eu levava, só pra completar o tanque. O posto vendia para galão só após às 8 horas da manhã e já tinha fila de mulheres esperando pra comprar. Desisti e seguimos viagem assim mesmo.

Nesse dia acordei cedo, por voltas das 5 da manhã e os lixeiros estavam limpando em volta do mercado. Fazia um friozinho, então resolvi colocar a roupa de cordura. Fomos buscar as motos na garagem que ficava a três quadras do hotel e seguimos para encontrar a nossa amiga no outro hotel. O café foi muito bom, um milagre mesmo.

Hotel bom, quer dizer, café da manhã bom. Saímos depois das 8 horas atrás do tal seguro e de trocar dólares por soles. Conseguimos trocar o dinheiro e fazer o seguro após pagar 91 soles. Saímos de puno por voltas das 11 horas da manhã. Abastecemos sem problemas no peru. A estrada era boa em alguns trechos e ruim em outros. Isso era uma constante.

Pagina 1 de 2

CADASTRE-SE PARA RECEBER AS VIAGENS PUBLICADAS

Você poderá sair da lista de e-mail a qualquer tempo.