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7º dia – Cuzco (PE) a Ica (PE)

Acordei bem cedo e estava tudo preparado para uma longa jornada para me hospedar em Ica e visitar Nazca. De inicio, ao sair da cidade de Cuzco, o meu GPS ainda tinha dificuldades em me dar a rota, mas por fim o GPS do celular off-line me ajudou.

Bem abastecido, me vi subindo e descendo montanhas e mais montanhas que deixariam a Serra do Rio do Rastro no chinelo. Logo na primeira descida já percebi que não tinha mais freio traseiro, pois exigia uso combinado de ambos. Assim, teria que usar o freio motor para me ajudar na descida. O freio traseiro era original e como não uso normalmente e não tenho o costume de descansar o pé sobre ele, acreditei que iria durar a viagem toda, mas ledo engano, só durou 47 mil km. Evitei acioná-lo para não machucar o disco.

Por volta das 15 horas avistei uma montanha distinta de todas, era uma duna de mais de 1 km de altura cercada por montanhas de rocha. Nazca estava próxima.

Chegando à cidade, abasteci e fui direto para o complexo Cahuachi (Cidade perdida de Nazca) onde se encontram as primeiras pirâmides da América do Sul catalogadas. Para chegar até lá foram 30 km de deserto com direito a tempestade de areia e intuição, pois seu caminho é quase que inexistente e confuso.

Um senhor faz a segurança do local. Pude perceber quão místico é o lugar, com as pirâmides em meio à aridez do deserto. Como ventava muito, nuvens de areia me confundiam no retorno e acabei por perder o caminho de volta. Sabia a direção da Panamericana, que era para nordeste e segui por trilhas improvisadas e ruínas de casas abandonadas. Cheguei depois de 1 hora ao asfalto e me assustei depois por ter passado com a moto em algumas linhas de Nazca. Por volta das 20h pude finalmente chegar a Ica e me hospedar.

Foram 860 km percorridos.

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