Finalmente, em Milwaukee. No terceiro trecho da viagem, para chegar a Chicago, percorremos apenas 246 milhas, ou aproximadamente 394 quilômetros.

O dia começou com uma chuva boa – pra alegria da turma que, na véspera, comprou capas em Toledo – mas logo o céu clareou e o calor é que marcou esse pedaço de estrada. Fez muito, mas muito calor mesmo. Começamos a nos desembrulhar das capas, trocar os casacos de couro pelos mais leves e, depois da última parada, por volta das 13 horas, a maioria usava apenas blusas de malha.

Estados Unidos

Nossa aventura em cima das motocicletas terminou em Chicago – pode parecer estranho pensar que não programamos chegar em Milwaukee de moto, mas assim foi. Quando entramos em Chicago, fomos logo para a loja da Harley, onde também fica o posto de Eagle Rider, para devolver as motocicletas. O pessoal da cidade é mais organizado do que o de New York, mas a devolução também foi complicada para alguns – faltavam os relatórios com o check-in, os rapazes não liberavam o documento, muito tempo de espera. Depois de três dias de viagem cansativa, tudo o que o pessoal queria era chegar ao hotel, tomar um banho, relaxar... Mas a demora no processo da locadora não foi nosso único percalço na chegada: não havia taxis disponíveis, nem mesmo chamando por telefone! Essas grandes lojas em geral ficam longe do centro das cidades e, sem meios de locomoção, perdemos mais de duas horas esperando, tentando soluções... e comprando produtos com a marca Harley-Davidson. Depois de muita negociação, duas vans da concessionária foram destacadas para levar 0s 30 brasileiros a uma estação de trem, de onde seguimos por 25 minutos para o centro da cidade, e de lá em vários taxis finalmente conseguimos chegar ao hotel. A bagagem, não custa lembrar, seguiu antes no caminhão.

Estados Unidos

Depois de um dia e meio de passeio de barco ou pelos parques e avenidas da cidade que se orgulha de sua arquitetura e que é a terceira mais populosa dos Estados Unidos, deixamos Chicago de carro em direção a Milwaukee. O grupo, até então andando sempre em comboio e se hospedando nos mesmos hotéis, teve que se dividir. Cada grupo acabou fazendo seus próprios horários e teve gente que, ao final do dia, tinha preferido descansar ou apenas dar uma volta pela cidade. Mas o evento de comemoração dos 110 anos da Harley-Davidson já estava começando! Chegando perto do Henry Mailer Festival Park, já não era mais possível ouvir outro som que não o ronco dos motores.

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Não conseguimos informações sobre o número exato de brasileiros inscritos para o evento mas, quando fomos retirar nosso kit, havia 12 caixas com pelo menos 20 envelopes em ordem alfabética: aquele espaço era só para os brasileiros. Vimos muitos deles em algumas caravanas, nas lojas de Toledo e de Chicago, e hoje voltamos a ouvir português em um ou outro momento: há brasileiros por toda parte em Milwaukee.

Na sexta-feira, 30 de agosto, a programação começa ao meio-dia e termina, com um show do Aerosmith, às 23h30. Há shows o dia todo, em três palcos distribuídos numa imensa área de eventos, com barracas enormes de comida e de bebida, lojas, lounges para o pessoal do HOG, espaços de convivência e até um teleférico. O dia promete!

Jussara Belo

BH em Milwaukee é o relato da viagem de Kassim/Ida, Marcelo/Ana, Leonardo/Regina, Ernani/Juliana, Luciano/Lídia, Wernek/Lucinha, Cristiano/Aline, Juca/Eduíge, Francisco/Marli, Júlio/Daura, Laerte/Rosa, Marcus/Alice, Ivan/Neusa, Cláudio/Kátia, Camilo/Jussara, entre 21 de agosto e 3 de setembro de 2013.

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