O segundo dia de nossa viagem foi bem mais leve – 295 milhas, aproximadamente 475 km. Saímos às 8h35, bem conforme o combinado. Ninguém pergunta a crença de ninguém, mas nas viagens desse grupo, mesmo as bate-volta perto de BH, Ivan ou Laerte sempre puxam um Pai Nosso, e às vezes vem também uma Ave Maria.

Todos rezam em voz alta, e o fato é que tudo se acalma, e esse momento de maior ou menor fé, de mãos dadas em uma grande roda, tem um efeito muito importante na concentração, na troca de energias positivas, no foco que todos devem ter na segurança e no cuidado ao pilotar.

O dia 26 de agosto começou chuvoso, contrariando as previsões que mostravam nuvens apenas a partir de quarta-feira. Confiando na sorte, a maioria estava sem capas, e ficou protegida apenas pelas roupas de couro e casacos impermeáveis. Também houve quem se lembrou de guardar as capinhas de plástico do tour no Niagara Park, e elas valeram – um casal de amarelo, outro de azul. A chuva não cedeu logo, paramos pra abastecer ainda dentro da cidade de Niagara Falls e o atendente do posto de gasolina ofereceu sacos pretos, desses bem grossos. Com cortes para a cabeça e os braços, viraram capas de chuva perfeitas!

Deixando o estado de New York, as colinas começam a dar lugar a prados bem planos, cobertos de plantações e pontilhados de silos. Avistamos o enorme lago Erie, passamos por Buffalo, Cleveland e chegamos a Toledo. Atravessamos assim um pequeno trecho da Pennsylvania e chegamos logo a Ohio. Talvez por ser dia útil e estarmos numa região muito industrial, cruzamos e ladeamos muitos caminhões, tudo bem diferente do movimento do primeiro dia, um domingo ensolarado com a estrada lotada de enormes carros de passeio com famílias ou casais.

Antes de vir para o hotel, por aclamação a turma decidiu "dar uma passadinha" na loja da Harley. Havia muito o comprar, itens absolutamente necessários: peças dos 110 anos de aniversário em promoção, capas de chuva com detalhes em rosa para as ladies, camisetas com o nome da cidade – claro que essas não podem faltar!

Por fim, para terminar a noite com alegria e celebrar a ótima viagem do dia, quase todos fomos para um bar com cardápio mexicano. Parecíamos adolescentes: os meninos colocando apelidos nos coleguinhas, as meninas dando risadas depois de algumas Margheritas. Por volta das 23h, nenhum movimento na cidade e foi praticamente impossível conseguir taxis para voltar pro hotel. Quando chegou uma SUV com uma motorista sonolenta, tivemos a certeza de que ela foi acordada pra nos atender. Viemos todos no mesmo taxi, a moça indo e voltando, faturou 9 dólares em cada corrida, deve ter até gostado de levantar pra trabalhar...

Jussara Belo

BH em Milwaukee é o relato da viagem de Kassim/Ida, Marcelo/Ana, Leonardo/Regina, Ernani/Juliana, Luciano/Lídia, Wernek/Lucinha, Cristiano/Aline, Juca/Eduíge, Francisco/Marli, Júlio/Daura, Laerte/Rosa, Marcus/Alice, Ivan/Neusa, Cláudio/Kátia, Camilo/Jussara, entre 21 de agosto e 3 de setembro de 2013.

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