Partimos cedo, pois tínhamos que chegar a Puerto La Cruz (Barcelona) até às 11 horas para pegar o Ferry Boat que nos levaria às Islas Margaritas. Como as estradas eram muito boas, mantivemos uma boa média de velocidade, exceto quando passávamos pelos lugarejos e cidades.

Como curiosidade nesse caminho, em cada vilarejo que passamos, haviam pequenas tendas no meio da estrada onde carros e caminhões paravam para comprar água, biscoitos, frutas e os veículos atrás tinham que aguardar até que as compras fossem feitas. Um país sem pressa realmente.

Paramos para abastecer na cidade de El Tigre. A gasolina na Venezuela é um caso à parte, paguei para abastecer duas GS800 com menos de R$ 0,50. Não existe comparação com nada que eu já tenha visto. Desde a nomeação da Faixa Petrolífera do Orinoco como uma das maiores reservas de petróleo do mundo, El Tigre tornou-se uma das cidades mais importantes da Venezuela, pois localiza-se muito perto ou sobre a borda deste cinturão de petróleo no Estado de Anzoategui.

A partir de El Tigre, o calor começou a ficar insuportável. Temperaturas variando entre 35º e 39º C e por isso tivemos que fazer paradas não previstas para hidratar. Além da temperatura elevada e um trânsito pesado, o tempo escasso fazia com que a viagem ficasse bem desgastante.

O nosso guia fazia misérias no trânsito pesado, costurava, enfiava o carro na frente e "vamos nós".

Chegamos ao porto já na hora do embarque. Minha filha (Paula) e Magali que tinham chegado de avião na véspera e já nos aguardavam. Os trâmites tiveram que ser feito muito às pressas. Logo embarcamos no Ferry Boat com destino às Islas.

A Isla Margarita fica ao Noroeste da Venezuela e, junto com a Ilha de Coche e a Ilha de Cubagua, formam o Estado de Nueva Esparta. É a principal ilha do arquipélago, com território de 1150 km2 e população de aproximadamente 500.000 habitantes, possui diversas praias. Foi criada como província do mesmo nome em 18 de março de 1525, e dependia politicamente de San Domingos. Em 1830, com a ruptura da Grande Colombia, a quem pertencia, passa a ser uma das 11 províncias que constituem a Republica da Venezuela.

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No caminho do ferry até nosso hotel, observamos que a Ilha já teve seus dias de glória, pois cruzamos com diversos prédios de bela arquitetura, muitas grandes construções abandonadas, além de grandes concessionárias de veículos (Ford, Jeep, Nissan, etc.) fechadas.

Ficamos hospedados no Venetur Margarita, hoje estatizado e localizado na Playa El Angel, em Porlamar. Porlamar, que vem a ser a maior cidade da ilha, oferece cassinos, bons restaurantes e amplos centros comerciais, com atrativos preços. O Venetur impressiona pelo seu tamanho e estrutura, pois fez parte da rede americana de hotéis Hilton, porém encontra-se decadente. Em nosso check-in tivemos grande dificuldade para acomodar todo o grupo. Serviços incipientes, quartos acarpetados com acabamento ruim, caixas eletrônicos desativados pelos corredores, entre outras pequenas falhas. Porém, possui todo tipo de serviços (boutiques, salão, excelentes piscinas à beira mar, Spa entre outros itens).

Viagem de moto até a Venezuela

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