Uma aventura pela Venezuela

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Pela manhã cambiamos os reais/bolivarianos - R$ 1,00 estava cotado a 70 bolivarianos - e retornamos todos à Aduana, onde o despachante já nos aguardava com os Certificados normalizados. Já eram 10 horas quando finalmente entramos "oficialmente" em território venezuelano, podendo finalmente seguir nossa viagem de moto. Seria um dia longo, com 637 km para percorrer, com dois trechos de serra com traçados bem lentos.

Este seria um dia livre para o grupo e as motos ficaram paradas. O Tagino entrou em contato com cambistas para fazer a troca de dólares por bolívares (moeda local). Troquei 500 dólares que se transformaram em 115.000 bolívares. Com a crise econômica, esse valor é bem considerável na Venezuela.

Em Margarita, recomendamos adquirir os passeios com empresas de turismo credenciadas. Neste dia, com as motos ainda descansando, contratamos o passeio à Isla de Coche, preço médio de R$ 48,00. O pacote inclui translado, catamarã, bebidas, sucos e refrigerantes no trajeto e na ilha, e estrutura com tendas e bebidas (rum venezuelano em quantidade), além de almoço.

Los Roques é considerado o destino mais extraordinário e imperdível para os visitantes da Venezuela. Situado a aproximadamente 170 quilômetros da costa do país, em pleno mar do Caribe, o arquipélago possui cerca 50 ilhas e uma infinidade de atrativos para os turistas. O principal meio de se chegar ao arquipélago são através dos vôos comerciais que partem quase que diariamente de Caracas, Porlamar e Higuerote.

Esse seria um dia muito corrido. Deveríamos estar com as motos na entrada do Ferry Boat às 6 horas, para embarque na viagem de volta para o continente. Mas na noite anterior, o vôo que nos levaria de Caracas a Porlamar em Isla Margarita, teve um atraso de mais de 3 horas e acabamos chegando ao hotel após 1 hora da manhã. Até que tomamos banho e arrumamos nossas malas, fomos dormir às 2h30 da madrugada.

"Uma lenda indígena diz que o Monte Roraima, na tríplice fronteira entre o Brasil, a Venezuela e a Guiana, é a morada de Makunaima, uma entidade sagrada. Os índios Macuxis dizem que Makunaima foi fecundado no topo do monte durante um eclipse, quando raios dourados do Sol refletiram em um lago com os raios prateados da Lua. De curumim, cheio de magia, Makunaima cresceu forte e tornou-se um índio guerreiro. Guardião do monte, faz o tempo nublar e chover se alguém gritar em seu topo, pois é lá que repousam os espíritos dos pajés. Quando um deles morre, seu espírito penetra na terra e se transforma em cristal".

A Venezuela, apesar de toda sua carência em serviços, preserva regiões belíssimas e a desvalorização de sua moeda torna o seu turismo muito barato. Para quem viaja em veículo (moto principalmente), pelas estradas, não fomos abordados nenhuma vez por barreiras policiais, pois existe no país vontade política de incrementar o turismo, como forma de trazer reservas, principalmente em dólares.

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