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Dia 8 – Glaciar Perito Moreno

Patagonia

O Perito Moreno é considerado a terceira maior área congelada do planeta e único em todo mundo que não perde tamanho com o passar dos anos, tem uma taxa de crescimento de cerca de 2 metros por dia, cerca de 700 metros a cada ano e como perde volume praticamente na mesma proporção, se mantém estável. Está a 80 km de El Calafate e possui uma superfície de gelo de 250 km quadrados e altura de 60 metros em relação ao nível do Lago Argentino.

Fica localizado no Parque Nacional Los Glaciares e apresenta um dos fenômenos naturais mais fascinantes do planeta: o espetáculo da ruptura (o crescimento dos glaciares bloqueia a passagem do afluente e com a pressão da água um enorme bloco de gelo se desprende), um fenômeno que não acontece com freqüência, em média a cada quatro anos, mas a todo momento pequenos pedaços de gelo se desprendem e provoca estrondos.

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De manhã, partimos para este belíssimo passeio. Seguimos acompanhando o “Lago Argentino” com variedade em tonalidades de azul e verde e rapidamente chegamos ao Parque. Não precisamos descer das motos para a compra dos ingressos na entrada. Coordenadores nos mandaram passar e ali nos venderam os ingressos para o Parque no valor de 200 pesos por pessoa (aproximadamente R$ 56,00), nos entregaram instruções sobre o parque, orientaram sobre as áreas de piquenique.

A estradinha que leva até o Glaciar tem aproximadamente 30 km, com diversas curvas contornando o grande lago, montanhas, árvores e é um passeio imperdível. No final desse trecho existe um estacionamento com restaurantes, venda de artesanato e lanchonetes, todos com preços bem salgados. Ali iniciavam-se as passarelas que faziam o contorno do Glaciar. O grupo me chamou para pegar uma van do Parque que levava ao outro lado da passarela, porém o malandro aqui; “não, vamos por esse lado”. Como já comentei antes, sou do tipo peso-pesado, carregando uma bolsa com Whisky dentro (para apreciar com o gelo do Glaciar), casaco e calça de cordura que me apertava os joelhos, quase morri nos milhares de degraus que tive que subir. O trecho tem mais de 2 km (para mim pareciam 10) e após rodá-los integralmente, chegamos ao local onde as vans fazem o transporte que rejeitei. Ali retornamos ao local de estacionamento por muitas curvas e descidas e vi o grande sofrimento que poderia ter evitado. Guardem essa informação. Em relação ao passeio ao Glaciar, onde iríamos apreciar um whisky com gelo “in natura”, esses estavam contratados com antecedência e não aceitavam “Gordo”. Fiquei na saudade.

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Quando retornamos a El Calafate, tinha no caminho o Museu Glaciarium que conta a história da região e existe um bar todo em gelo onde colocam-se roupas apropriadas e toma-se um drink em seu interior. Porém a fome àquela hora era muito grande. Tínhamos programado almoçar em “Los Amigos Pescheria” no centro, porém mais uma vez chegamos no horário da “siesta”. O Mateus comentou sobre “La Tablita”, especializado em carnes, onde comi o melhor bife de Chorizo da viagem, acompanhado por um excelente vinho orgânico. Lá encontramos dois motociclistas colombianos e comentamos sobre outro grupo nosso com passeio marcado para abril na Colombia e Equador. Informaram que nesse período do ano o calor era “Amazônico”, isto é quente e úmido.

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À noite, saímos para o centro com muitas lojas de artesanato, trekking, pesca,além de cafés, bares, restaurantes, pubs e cassinos, com opções para todos os gostos. Comprei luva impermeável de esquiar após passeio, entramos no “Librobar Borges e Alvarez”, um pub extremamente charmoso com livros à disposição dos clientes. Localizado em sobreloja com acesso por escadinha, possui também um Platô ao ar livre com mesas e ombrelones, que oficializamos como a “Sede do MC Eu, Gata e Cão Fiel” em El Calafate. Decoração interessante e Rock’n Roll no dial dos anos 70 e 80, me deixaram em alfa. Apreciei um bom vinho “nacional” e Gata só no Cuba Libre com Run Havana e o vento lá fora. Para variar, quem encontramos mais uma vez, nosso parceiro Bruno que também estava perdido naquele paraíso. Recomendo.

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