Altiplano Andino

O hotel que ficamos em Puerto Maldonado, Cabaña Quinta, é muito bom, mas a internet é por satélite e muito instável. Choveu torrencialmente a noite toda e quando acordamos ainda chovia, mas uma garoa fina. Tomamos um bom café, arrumamos a bagagem e as motos, acertamos a conta e quando saímos havia parado de chover.

Choveu a noite inteira e o frio foi de rachar em Marcapata, uma pequena cidade no meio dos Andes Peruanos, que tem quase que só uma praça e algumas poucas ruas. Estava frio e muito úmido. Deve ter ficado abaixo de zero. Eu estava com segunda pele e uma roupa por cima, duas meias grossas, luvas e debaixo de três cobertores e não suei, tanto que tive que ir ao banheiro três vezes. Um banheiro fedido e sem luz. Senti dor de cabeça por causa da altitude (pode ter sido por causa do cheiro dos cobertores também). A cama era brincadeira, um colchão molenga estirado sobre um estrada com grandes espaços entre as tábuas.

Por indicação do hotel onde nos hospedamos nós contratamos uma agência de turismo para visitar Machupicchu. Foi uma opção viável na medida em que chegamos no hotel por volta de 20 horas querendo visitar a famosa cidade Inka no dia seguinte. O pacote incluia traslado do hotel para o ponto de ônibus, viagem em ônibus de Cuzco até Ollantaytambo, passagem de trem de Ollantaytambo até Águas Calientes, passagem de ônibus de Águas Calientes até a cidade Inka de Machupicchu, um serviço de guia e todo o trajeto de retono.

Estava no nosso planejamento um dia para visitar Cuzco e algumas das muitas atrações da região, como o Vale Sagrado e Sacsayhuamán,,mas por causa do desgaste dos últimos dias na estrada resolvemos tirar o dia para descansar e não fazer nada. Ficamos o dia inteiro no hotel. O marcelo dormiu direto até 15 horas, quando acordou para almoçar. Eu acordei cedo, no horário habitual e fui colocar em dia o diário da viagem e assuntos do site.

Em Cuzco, depois de um bom lanche, fomos pegar nossas motos no estacionamento utilizado pelo hotel que ficamos, o El Puma. O hotel é bom, mas o estacionamento deixa a desejar, fica muito longe e é um lote muito sujo, cheio de mato. No caminho, passamos pela Plaza de Armas para uma foto com as motos.

Em Puno, pelo equivalente a R$ 16,00 contratamos um serviço de turismo para visitar as ilhas que incluiu o transporte do hotel até o porto onde pegamos um barco que nos levou para conhecer as ilhas dos Uros. O serviço incluiu também um guia e todo o percurso de retorno.

Acordei no horário combinado com o Marcelo, fui fazer o desayuno e deci na garagem para ver as motos. Peguei um empregado do hotel sentado na minha moto e passei-lhe um sabão. Não sei se ele entendeu meu portunhol, mas ficou muito sem graça.

Depois de alguns dias com muita aventura, o dia hoje foi muito tranquilo. Deixamos as motos guerreiras descansando em Potosí, pegamos um ônibus e com ele viemos para Uyuni, onde estamos agora. Uyuni é uma pequena cidade no sudoeste da Bolívia a 3.600 metros de altitude e ponto de partida para nossa visita ao salar que deu o nome à cidade.

Quando chegamos ontem na Cidade de Uyuni, procuramos o Hotel que nos indicaram em Potosí chamado Jardines e lá fica o escritório da agência que contratamos para fazer um tour pela região, a Hidalgo Tour.

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