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A primeira planilha que faço durante o planejamento da viagem é essa com as distâncias a serem percorridas entre as cidades que vou visitar. A partir dela, consigo identificar não só as cidades e distâncias a percorrer, como também o consumo de combustível e os hotéis possíveis de hospedar, de acordo com meus limites de gastos. No caso dos hotéis, eu faço uma outra planilha.

Durante o planejamento desta viagem, encontrei várias sugestões de lugares para conhecer durante nossa viagem de moto. Sei que não será possível visitar todos os locais listados, mas é uma referência para ser usada durante a viagem. É uma forma, também, de não esquecer alguma atração muito importante que não pode deixar de ser vista.

Esta será, talvez, a viagem mais difícil que já fiz até hoje, não pela distância ou pela quantidade de países e aduanas a atravessar, mas por causa da quantidade de lugares a visitar e o pouco tempo disponível para isto. O ideal seria dispor de pelo menos trinta dias para cobrir as distâncias e visitar com calma cada um dos lugares fantásticos pelos quais vamos passar, mas como não será possível, teremos que acordar mais cedo para percorrer mais quilômetros a cada dia e sermos mais ágeis na visita a cada lugar.

Como eu não faço reserva antecipada dos hotéis e pousadas onde vou hospedar, eu levo essa planilha impressa e, chegando na cidade, procuro aquela com a qual melhor me identifiquei durante a pesquisa. Observo muito o valor, a aparência e os comentários de outros viajantes sobre os estabelecimentos. Utilizo o Virago, Booking.com e o Google Maps para montar essa planilha.

Depois de uma noite mal dormida por causa da ansiedade da véspera, o primeiro dia de nossa viagem foi muito tranquilo. Conseguimos percorrer 692,7 km sem pegar chuva, apesar de passar por alguns trechos da estrada que estavam molhados, indicando que ela havia passado pouco antes da gente.

Depois de um bom café da manhã no próprio hotel onde estávamos hospedados, saímos de Itumbiara, e percorremos uma ótima estrada até Rio Verde. De lá até Jataí a estrada estava ruim, com obras de duplicação e muitos buracos. Num trecho que passa pela Serra de Petrovina, uma região muito bonita com formações rochosas e por onde a estrada serpenteia, descendo de um altiplano até um vale, a estrada está um caos. Muito ruim e uma quantidade enorme de caminhões desviando de buracos enormes tornaram este um dos trechos mais perigosos que já passei na minha vida. Se ficássemos atrás dos caminhões, caíamos nos buracos, Se ultrapassávamos podíamos nos deparar com outro caminhão em sentido contrário ou sermos apertados pelo que estávamos ultrapassando ao desviar de um buraco. Foram cerca de 80 km de muita tensão.

Eu esqueci de ajustar o relógio para o fuso horário local que é uma hora menos que a de Brasília. Acordei cedo demais e fiquei esperando o Marcelo. Fizemos um bom lanche no hotel que estávamos hospedados, saímos às 8 horas de Rondonópolis e percorremos uma estrada horrível. Foram cerca de 150 km de buracos e muitos caminhões, numa média de menos de 60 km /h. A estrada estava em obras e os caras cortaram o asfalto para fazer uns remendos e deixaram abertos. Enquanto esperávamos uma oportunidade de ultrapassar um caminhão, surgia de repente um destes buracos...

Saímos de Ji Paraná por volta de 9 horas. Deveríamos ter saído mais cedo, pois a demora nos fez viajar à noite, o que eu não aprecio muito.

Antes que me esqueça, o hotel que ficamos em Ji Paraná, o Transcontinental, é muito bom, como escrevi ontem, o melhor até agora, com uma estrutura muito boa, mas completamente vazio, não sei o motivo.

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