Em Cuzco, depois de um bom lanche, fomos pegar nossas motos no estacionamento utilizado pelo hotel que ficamos, o El Puma. O hotel é bom, mas o estacionamento deixa a desejar, fica muito longe e é um lote muito sujo, cheio de mato. No caminho, passamos pela Plaza de Armas para uma foto com as motos.

De volta ao hotel arrumamos a bagagem, acertamos as contas, mastigamos umas folhas de coca para a altitude e fomos para a estrada.

Os primeiros 50 km eram os mesmos que passamos para chegar em Cuzco, depois seguimos por uma estrada nova para nós em direção ao sul, variando a altitude entre 3.000 e 4.000 metros. No princípio a estrada estava muito boa, depois começou um trecho de uns 100 km que não tinha buracos, mas o asfalto era muito irregular. Neste trecho tivemos que parar três vezes por causa de obras. Depois a estrada ficou excelente, mas por pouco tempo. Começamos a passar por grande quantidade de "costelas" de cascalho sobre o asfalto. O acostamento é todo de cascalho, o que me fez pensar que, se precisarmos parar de repente no acostamento vamos comprar terreno no Altiplano Peruano e também que o vento havia espalhado o material no asfalto. Passamos a conduzir com muito cuidado as motos, procurando passar pelos trilhos feitos pelos outros veículos e tomando muita poeira na cara quando cruzamos com caminhões. A sorte era que a estrada é muito pouco movimentada. Mais para a frente descobrimos que não havia sido o vento que espalhara o cascalho, mas trabalhadores da estrada, que com pás nas mãos estavam cobrindo buracos no asfalto com aquele material.

O tempo estava muito bom, com nuvens esparsas, muito sol e uma temperatura muito agradável, levemente fria. Não choveu em nenhum momento.

Apesar da estrada levar a variações de altitude ela não passa sobre as montanhas mas por grandes vales rodeados pelas montanhas, algumas ainda com neve no pico. Nestes vales existem algumas pequenas comunidades e poucas cidades. Uma delas, que tivemos, que passar por toda a sua extensão, deve ser a mais horrorosa que já conheci, chamada Juliaca. Além de feia, fede e tem um trânsito maluco, com um monte de tuc tucs buzinando o tempo todo e fazendo manobras que no Brasil dariam muitas multas e pontos na carteira. Em uma rua desta cidade tivemos que atravessar um trecho inundado e cheio de lama.

Paramos uma vez para abastecer em um dos grifos (posto de gasolina) com uma aparência bem feia. Estes grifos, que são encontrados ao longo de toda a estrada, têm apenas as bombas de gasolina e diesel, às vezes um banheiro sujo, mas se precisar beber uma água não tem jeito, tem que ir a outro lugar. Por isto paramos em uma padaria para comprar água.

Chegamos em Puno por volta de duas da tarde e depois de uma volta pela cidade fomos procurar na base das perguntas sobre um hotel que havia pesquisado na internet. Um hotel muito bom, próximo à Plaza de Armas. Toda cidade aqui tem uma Plaza de Armas que é o centro da cidade e onde ficam as principais atrações turísticas. O hotel tem um preço bom, aquecimento e uma bela banheira, que foi a primeira coisa que usei para relaxar da viagem.

Depois saímos para uma volta pela Plaza e por uma rua fechada ao trânsito que tem muitas lojas de artezanato e restaurantes. Comemos um sanduíche muito gostoso e retornamos para o hotel.

À noite retornamos para a rua e jantamos em um restaurante bacana, cada um escolhendo um prato diferente, eu com uma truta ao vinho com legumes e o Marcelo com um filé de Alpaca com batatas e legumes. Uma delícia a preços muito bons para o padrão brasileiro.

Números do dia:

Distância: 408 km
Total percorrido: 5.236 km
Consumo: 8,805 l
Média de 22,95 km / l
Preço médio: R$ 2,185 / l
Gasto combustível: R$ 19,24
Hospedagem: R$ 68,64
Água: R$ 0,64
Almoço: R$ 10,90
Jantar: R$ 20,51