Nossa partida para Cochem foi bem atribulada. Quando abastecíamos as motos para partir, a GS1200ADV de Joemir acusou eletronicamente descalibragem nos pneus. Ao mesmo tempo, recebemos ligação de que Sérgio, companheiro de viagem de carro, tinha batido e a outra motorista só falava alemão.

Assim, enquanto o grupo se dirigia a uma concessionária BMW, eu e Wulf, tentávamos localizar o acidente para solucionar o problema. Logo começou a chover e rodamos mais de 40 minutos sob chuva, porém sem sucesso na localização dos amigos. Tentamos contato telefônico algumas vezes e quando tivemos sucesso, eles já haviam partido. Seguimos também para a concessionária e lá descobrimos que o responsável pela descalibragem dos pneus foi um pequeno preguinho. Ali, sentimos falta do jeitinho brasileiro, pois na Alemanha não existe borracheiro. Quando acontece um incidente destes, eles trocam o pneu (custo aproximado de R$ 600 em nossa moeda).

Partimos embaixo de muita chuva e frio. Rodamos bastante, boa parte do tempo por estradas vicinais.

No caminho, vislumbrei no horizonte uma escuridão intensa. Conforme nos aproximávamos, existia uma quantidade absurda de folhas nas estradas. Ao chegar a Cochem, o Túlio veio em nossa direção para saber se em nossa viagem não tivemos problemas. Para nossa sorte, nosso atraso na saída de Trier nos salvou de uma grande chuva de granizo, que era exatamente o que tínhamos avistado no horizonte. Ele informou que todos os veículos escondiam-se sob pontes, árvores e todo tipo de abrigo pois ela tinha sido intensa.

Nossa chegada foi recebida por um solzinho gostoso, que animava o grupo.

Cochem tem localização privilegiada em meio a colinas cobertas de vinhas e vistas para o castelo neogótico de Reichsburg, construído no século 11, pode ser considerada um refúgio romântico em meio ao esplendoroso vale do rio Mosela.

Após um bom banho e retirada das roupas molhadas, o Wulf nos levou para um passeio em um choperia famosa local. Para nossa surpresa, encontramos lá nossa caipirinha, preparada de uma forma diferente (vejam foto). Porém, Joemir mandou de volta e pediu para bater como aqui no Brasil. Estava uma delícia. Depois, paramos às margens do Rio Mosela e tomamos um café curtindo o entardecer.

À noite, ficamos no hotel bebendo vinho e beliscando uns petiscos. O grupo tinha marcado um passeio de barco pelo Mosela com DJ à bordo, porém uma forte chuva atrapalhou.

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