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América do Norte, Alaska, EUA

Fairbanks – Tok (Parcial = 340 Km / Total = 24.352 Km)

Às 08:00 h, a Electra já estava pronta para a partida e a chuva não parava. Depois de encher os tanques de gasolina – 1 tanque da Harley de 23 litros e 2 galões de 8 litros de reserva – passei na loja H-D para comprar 1 litro de óleo do motor – para completar o nível, quando for preciso – porque o TwinCan não pode falhar.



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Em manhãs chuvosas, normalmente a estrada está muito vazia e aumenta a sensação de solidão. A Alaska Highway, nesse trecho inicial, estava excelente.

Avançando no rumo sul, as árvores vão se encorpando e a floresta de coníferas vai se tornando mais densa. Nuvens baixas faziam com que a sensação de frio fosse se tornando cada vez maior e eu sentia que por mais que colocasse roupas, nunca era o suficiente. Mais a frente, raros loose gravel (reparos na estrada) e suficientes postos de gasolina aumentavam a sensação de segurança.

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Cheguei cedo às cercanias de Tok e antes de chegar a pequenina cidade, que fica totalmente às margens da Alaska Hwy, já avistei a placa indicativa da direção da Bed & Breakfast A Mooseberry Inn, a casa transformada em pousada, onde eu iria pernoitar. É tipicamente regional, de muito bom gosto e muito aconchegante, porém um pouco cara ($128.00 USD) para os padrões que preciso adotar.

Tenho aprendido que fazer reserva de hotel em viagens longas como essa – consultando o Google – é complicado, porque não se pode antecipar muito as reservas e nas consultas, raramente aparecem os pequenos hotéis, que são mais baratos. Assim, eu preciso arriscar, partindo sem reservas e ir sondando as oportunidades nas várias cidades próximas ao objetivo, no caminho. Mas, nunca nas cidades minúsculas do Alaska ou em Yukon, no Canada, principalmente quando o clima está chuvoso e tão frio. Assim, depois de pesquisar vários hotéis em Whitehorse, todos caros demais, enviei um e.mail para a Air Force Lodge, em Watson Lake, a fim de conseguir que o amigo Michael me reservasse um quarto para eu ficar ($70.00 CD). Se ele não me responder positivamente, vou colocar a teoria em prática, partindo amanhã, sem reserva de pernoite e sem certeza sobre onde vou parar.

Enquanto me preparava para encarar a sorte, recebi um e.mail do amigo Dolor, de Santa Catarina, fundador do restrito e seleto grupo de motociclistas de longas viagens – que já varreram as estradas de Ushuaia ao Alaska, exclusivamente de motocicleta – denominado Fazedores de Chuva (www.fazedoresdechuva.com), me dizendo o essencial que eu precisava lembrar: “GCFC DOLOR: …acho que neste momento, o poema de Carlos Drummond se encaixa com perfeição para ti:

…A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não amos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade…

 

PHD Artur Albuquerque

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