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América do Norte, Alaska, EUA

Whitehorse – Tok (Parcial = 658 Km / Total = 21.987 Km)

Whitehorse é uma cidade bonita e bem estruturada com amplas avenidas. É um bom lugar para conhecer e descansar por mais de um dia. Chegamos com chuva e estamos partindo com chuva, às 8 horas.



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O frio continuou, mesmo quando o sol apareceu, tentando driblar as nuvens e nos aquecer na estrada.

A paisagem perdeu a atenção para as péssimas condições do asfalto, que se alternavam com os tapetes de estrada. Em vários percursos, a Alaska Hwy estava cheia de placas avidando: Loose Gravel, Constrution, Extrime Durty Road etc. Os avisos são indefinidos, pois não tem correlação com a gradação de dificuldade. De uma mesma frase inscrita nas placas cor laranja, pode-se esperar maior ou menor adversidade. Em uma dessas situações presenciamos a prestação de socorro a um piloro de BMW GS amarela, que derrapou e caiu, quebrando a perna. Desejamo-lhe boa sorte e seguimos enfrente.

 

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De repente, a paisagem começa a mudar, pois além da floresta e das montanhas, surge no horizonte um grande lago. Atravessamos a ponte sobre o Kluane Lake, que nos dando a impressão de estar cercado por uma cadeia de montanhas seminuas de vegetação, integra um cenário de rara beleza.

Reduzi a velocidade da Electra e acionei o “piloto automático” para poder fotografar. Tirei a luva e a máquina do bolso, capturando três imagens de cada vez. Eram três fotos tiradas e a mão sem a grossa luva, que começava a formigar, era enfiada no bolso da capa, a fim de não congelar. O lago azul com suas águas serenas era o centro do palco daquela maravilhosa recepção. E nós embevecidos com tanta beleza, seguíamos pela estrada, margeando o lago com a cordilheira nos acompanhando à esquerda, apreciando a paisagem sem prestar muita atenção a estrada. Os picos mais altos estavam coroados de nuvens brancas e pareciam tocar o céu. Até ali, podíamos relaxar, porque a expectativa de maiores dificuldades viria mais a frente, após o povoado de Destruction Bay.



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O Canada e a bela e ainda selvagem região de Yukon estava ficando para trás. No último abastecimento em Beaver Creek, o Robertinho me advertiu para não esquecer de parar na placa de “Bem-vindo ao Alaska”. Mas, concentrado na pista, nem vi o importante monumento e fui direto para a aduana americana. Esperei um pouco e chega o meu amigo: “você esqueceu de tirar a foto junto a placa”. O guarda da aduana nos recebeu gentilmente, registrou o nosso ingresso nos EUA e nos autorizou a voltar para tirar a foto.

Mesmo com muito frio, foi uma felicidade a entrada no Alaska. Pista lisa e bem balizada, mesmo com chuva e frio, era uma tranquilidade. Mas, não demorou muito tempo e lá vinham se aproximando as placas de cor laranja de Loose Gravel.

Depois de um dia bonito e ensolarado, a natureza mostrava que a qualquer momento, tudo poderia mudar.

Às 18:30 h, chegamos a cidadezinha de Tok. E em função do mau tempo que não melhorava, a minha mente já estava focada no maior desafio que será Prudhoe Bay.

 

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