altAmérica do Sul, Chile

Ica – Chimbote (Parcial = 714 Km / Total = 6.223 Km)

Pela segunda vez eu e o Edinho colocamos a capa de chuva para partir, agora com destino a Trujillo. O Robertinho já viaja com uma roupa Dainese, que o defende bem do frio e da chuva.

Em Ica, o tráfego de veículos já se mostrava aparentemente desordenado. Era de se estranhar não ocorrer colisões, constantemente. Os mototaxis, semelhantes às antigas Romisetas, infestam as ruas da cidade. Nos cruzamentos, é admirável como não acontecem múltiplas colisões. Por qualquer motivo ou sem motivo aparente os motoristas peruanos buzinam seus veículos. O ruído é infernal.

Seguindo viagem, paramos para abastecer e ficamos aguardando o Edinho. Após 30 minutos de espera, pelo Nextel nos informa que já tinha nos ultrapassado.

Na rota, imaginávamos passar ao largo de Lima, mas a rodovia Pan-americana passa pelo interior da maioria das cidades do Peru. Então, entramos em Lima. Procuramos nos manter na rodovia, mas repentinamente nos vimos em frente uma opção de entrar no “mergulhão” ou subir uma ladeira ao lado direito da pista. Como não havia nenhuma placa, deixamos o fluxo nos levar para o “mergulhão” e quando estávamos entrando no túnel, observamos que havia uma pequena placa “Panameriacana” no meio da ladeira, ao lado.

Foi um desespero transitar com as Harleys no centro da cidade. Era mototaxis e buzinaços para todos os lados. Concluímos que os motoristas peruanos são excepcionais.

Perdemos uns 60 minutos, mas superamos esse obstáculo sem qualquer dano nas motos.

No próximo abastecimento, outro contato pelo rádio: a Policia Carretera peruana tinha segurado o Edinho. Não teve sorte como no episódio com a Policia Carretera chilena. No Chile, um belo sorriso e umas boas piadas resolveram o problema, pois prevaleceu a amabilidade e o bom senso para com o turista. Já no Peru, o Edinho deu uma cédula de $100,00 e recebeu o troco de $ 50.00.

Com tanto tempo desperdiçado, já era noite quando chegamos a Chimbote.

O Robertinho já não suporta mais as buzinas dos mototaxis, em todas as cidades do Peru, que lembram muito o som emitido pelo robô R2 de Guerra nas Estrelas. Estava tão aborrecido com a algaravia de sons, que estava disposto até a viajar à noite, a fim de alcançar Trujillo, pensando ser um local mais calmo.

Procuramos o hotel mais próximo da Panamericana e achamos um impressionante de cor salmão. Além de não ter Internet, de tão velho, interior escuro e enorme, parecia estar habitado por fantasmas.

Como Chimbote é essencialmente pesqueira, fomos jantar peixe na cidade. O Robertinho ainda não encontrou o linguado que vem tentando comer, resolvemos experimentar o famoso Ceviche – prato típico, a base de peixe e mariscos crus – e o Edinho saiu com a boca queimada.

PHD Artur Albuquerque
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http://www.phd-br.com.br/

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