Após uma semana de folga em Moore, na casa dos meus amigos Dan e Odete, só tomando cerveja e curtindo um SPA para relaxar, entremeado com uma ida ao Cassino para tomar sorvete (é de graça) e perder um dólar em 100 jogadas de 1 cent, chegou a hora dolorosa: a despedida.

Novamente acordei antes das 6 (estou ficando bom nisso, o que me preocupa, pois acordar cedo é coisa de velho). De qualquer forma, valeu a pena, tomei café no quarto mesmo, já que ontem à tarde comprei algumas coisas mais compatíveis com nosso desjejum do que aqueles pães doces besuntados de uma geleia feita de óleo do diferencial de Opala 74.

A decisão de permanecer mais um dia em Vicksburg foi das mais acertadas. Trata-se de uma cidade com uma importância histórica muito grande, como veremos mais adiante, e que preserva com carinho uma arquitetura, a meu ver de leigo no assunto, com forte influencia européia. Para curti-la e admirá-la você precisa ir ao Historic Downtown, estacionar a moto e andar a pé.

Sai de Vicksburg às 8 horas e, quando olhei o velocímetro duas horas depois, mal tinha alcançado as 60 milhas. Isto é menos da metade do que fiz no mesmo tempo anteontem. A culpa é da estrada, a tal da 61. Diferente das longas e monótonas Highways, ela é uma espécie de reedição da antiga 66, só que no sentido Norte - Sul.

A recuperação da cidade após a devastação do Katrina é impressionante, até mesmo o setor hoteleiro, que já era muito forte, aumentou em muito a oferta de vagas com a construção de novos hotéis e ampliação dos antigos.

Hoje pela manhã fui colocar a tralha na moto para pegar a estrada e encontrei com o Frank, o manobrista que hotel metido a besta chama de "Valet", e ele me avisou que a moto dele está ao lado da minha. O cara veio com a Moto Guzzi 750 para me mostrar. A moto só precisa de uma pintura e uma boa limpeza. Ela está íntegra e funcionando "redondinha".

Mais uma vez, escolhi o caminho que vai contornando o Golfo do México. A semelhança com Cabo Frio é impressionante: a areia, as dunas, a vegetação das dunas, a cor do mar, só faltando mesmo o nordeste fazendo música nos coqueiros no bairro da Passagem, em Cabo Frio.

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