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A marcha para o Oeste

Marcha para o OesteHoje acordei bem cedo, pois o dia iria ser longo, afinal, eu queria, além de conhecer o National Park, passar pelas Scenics Highways mais recomendadas do Wyoming. Ontem passei por uma delas a "Teton Pass" (WY 22). Hoje eu programei passar pela "Dunraven Pass" (Grand Loop Rd), pela "Beartooth Pass" (US 212) e pela mais badalada delas, a "Dead Indian Pass" (Chief Joseph Hwy) e depois disto ir para Cody, onde reservei hotel.

Cody (WY) - Buffalo (WY) 21 de agosto de 2013

A Marcha para o OesteFiz um roteiro de forma a passar por outra das mais recomendadas Scenics Highways que é a "Ten Sleep Canyon" (US 16). Foi ótimo, pois peguei estradas secundárias e algumas totalmente desertas, onde pude andar a 75 / 80 milhas sem problema, apenas num trecho pouco antes da Ten Sleep Canyon, havia obras e andei umas 3 milhas sobre aquelas pedrinhas soltas, lembrando muito o rípio na Argentina. Nunca ví a Helô rebolar tanto. No final, a gente acostuma e acaba ficando fácil, basta jogar o peso do corpo nas pedaleiras, pois com isso baixa-se o centro de gravidade, manter o olhar à frente e muita suavidade nas manobras, reduções e frenagens. O ideal é dar uma boa distância para o carro que está à frente para evitar as pedrinhas nos para-lamas e às vezes no para-brisas, além de se antecipar e evitar movimentos bruscos. Logo que saimos deste trecho a estrada permitu uma velocidade maior e rapidamente chegamos ao esperado Ten Sleep.

A Marcha para o OesteO tempo amanheceu nublado e com nuvens escuras para os lados de SE (sudoeste), minha direção. Deixei a roupa de chuva à mão, caso fosse necessário. Mal entrei na estrada a temperatura caiu no horizonte e nuvens carregadas me levaram a parar a moto e colocar a roupa de chuva. Antes de sair do hotel, coloquei a bolha no capacete, do que me arrependi amargamente mais tarde.

Marcha para o OesteHoje foi o dia de curtir o Mount Rushmore National Memorial. Rodei quase 100 milhas dentro do Parque que, além de sua mais conhecida atração, o Mount Rushmore National Memorial com as faces de quatro presidentes esculpidas na pedra, tem inúmeras outras. Aproveitei e visitei o "Crazy Horse Memorial", um belíssimo parque com um centro de visitação onde existem objetos, documentos, livros e obras de arte retratando uma época. Como se não bastasse, a estrada que liga essas atrações é cheia de curvas e com o asfalto nota 1000. Deu para fazer um bailado legal com a Helô, ainda mais que deixei toda a tralha no hotel, o que aliviou o peso e melhorou o equilíbrio da minha policial gostosona.

Marcha para o OesteDEPOIS DIZEM QUE EU INVENTO CONFUSÃO !

Sai cedinho de Rapid City para aproveitar a temperatura mais baixa e fazer a viagem render. Rodei 135 milhas direto, numa estrada que é uma reta só, passando por fazendas e você não via uma única edificação. Com a gasolina pelas beiras, cheguei em um lugarejo chamado Murdo (SD). Abasteci a Helô até o "talo" e já estava pronto para continuar a viagem (eram 9h30...) quando vejo esse mostrengo da foto ao lado parado do outro lado e mais atrás do posto.

Grand Island (NE) - Moore (OK)

Marcha para o OesteOntem rodei 440 milhas e, com a parada no museu de Murdo, atrasei a viagem em duas horas. Para conseguir um hotel (em Grand Island - Nebraska) foi a maior dificuldade. Acabei encontrando um com um preço meio "salgado", mas o corpo pedia banho, ar condicionado e cama limpa. Claro que encarei. Dormi com a cortina aberta e acordei com esse visual e achando que o preço do hotel foi baratíssimo.

Moore (OK) - Fort Smith (AR)

Marcha para o OesteApós uma semana de folga em Moore, na casa dos meus amigos Dan e Odete, só tomando cerveja e curtindo um SPA para relaxar, entremeado com uma ida ao Cassino para tomar sorvete (é de graça) e perder um dólar em 100 jogadas de 1 cent, chegou a hora dolorosa: a despedida.

Ontem à noite amarrei toda a tralha em cima da Helô. A impressão é que a bagagem vai aumentando, embora eu não tenho comprado praticamente nada, muito pelo contrário, andei jogando fora mapas antigos, folhetos promocionais, revistas de turismo, dois pares de meias que se recusaram a ser lavados, teste caseiro para marijuana e outras bugigangas, mas não adiantou muito a bichinha ficou parecendo moto de retirante da seca do nordeste.

Forth Smith (AR) - El Dorado (AR)

Hoje acordei bem cedo, não eram 6 horas. Barba, banho, arrumar bagagem na moto, desjejum meia boca do hotel, checkout (só entregar as chaves) monto na Helô e saio lépido e fagueiro para aproveitar enquanto a temperatura está baixa.

Vou seguindo as indicações do GPS para sair da cidade, sempre desconfiado da honestidade daquela modernidade, quando de repente começo a sentir um frio estranho na cabeça. Assustei-me, nunca tinha ocorrido isso antes. O que será? Será o tal do AVC? Comecei a formar frases em voz alta e quando parei num sinal de transito levantei os dois braços e forcei uma risada (li uma vez que se você não conseguir fazer um dos três, você está, com licença da palavra, fudido).

El Dorado (AR) - Vicksburg (MI) 2 de setembro de 2013

Marcha para o OesteNovamente acordei antes das 6 (estou ficando bom nisso, o que me preocupa, pois acordar cedo é coisa de velho). De qualquer forma, valeu a pena, tomei café no quarto mesmo, já que ontem à tarde comprei algumas coisas mais compatíveis com nosso desjejum do que aqueles pães doces besuntados de uma geleia feita de óleo do diferencial de Opala 74.

Não esqueci nada e deixei o GPS desligado. Hoje eu iria ditar o rumo com base nas minhas observações e nas minhas consultas ao guugou ontem à noite. Descobri que a 82 no sentido Est iria, em algum momento e eu assim esperava, encontrar com a 61, a "The Missipi Blues Trail". Essa estrada tem toda uma história e foi utilizada por aqueles que queriam descer até o Delta do Mississípi e se transformar em um "Blues Man" ou partir para um dos ramos do Blues.

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