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A marcha para o Oeste

Ultimo fim de semana de abril, café da manhã de sábado na Harley da Barra, revejo velhos e novos amigos, mas não consigo evitar a preocupação com o funcionamento da "bomba". Afinal, sem fazer nenhum dos vários e periódicos exames que minha maravilhosa cardiologista solicitou, resolvi partir para a gringolandia em abril de 2012, apenas 40 dias após fazer um terceiro cateterismo, para viver, ainda que fosse pela última vez, as tais "Aventuras Geriátricas".

Marcha para o OesteCom a chegada do Cyro, fizemos a vistoria anual da Sabrina Sato (a Wing Aspencade do Cyro), calibramos pneus e foi só clicar na partida para ela se pronunciar em grande estilo. Afinal, a filha dele mantinha a bateria carregada e ligava a moto uma vez por semana. No início fizemos passeios por perto para testarmos as motos. O único problema foi o "stator" da minha que deu o prego (provavelmente por ficar parada muito tempo). "Stator" trocado, tudo voltou à normalidade e passamos a pensar em passeios mais longos. O primeiro que nos veio à mente foi o Tail of the Dragon em Robbinsville na divisa entre North Carolina e o Tennessee.

A Marcha para o OesteApós o embarque do Cyro para o Brasil, com todas as gozações a que ele fez juz, até de cadeira de rodas ele andou com uma pilotagem magistral do locutor que vos fala, fiquei em Charlottesville (VA) e, embora muitíssimo bem tratado pela família dele, eu estava impaciente para inventar qualquer coisa. A ideia inicial era o Canadá, mas meu passaporte continuava no consulado canadense em Nova York para obter o visto, sem previsão de retorno.

Pensando um pouco, o que só faço em anos bissextos, lembrei que conhecia um pouco da costa do Pacífico e da costa do Atlântico e quase nada do Centro-Oeste americano. Conversando com o genro do Cyro, o Bob, que além de conhecer profundamente a história de seu país, ajudou-me a definir alguns importantes parâmetros para meu roteiro.

A Marcha para o OesteEsse negócio de dizer que as paisagens são monótonas é para quem não tem imaginação. Árvores, montanhas ao longe, nuvens formando desenhos que lembram traseiros femininos e, se não tiver nada disso, sempre restará você e uma Harley Davidson.

A Marcha para o OesteAtravessando aquela vastidão que é o Texas, com o sol castigando e retas intermináveis convidando a pequenos excessos de velocidade, quando a gente se dá conta de pequeno em pequeno excesso, estamos pilotando em cima de um talão de multas em dólares! Dei sorte e consegui chegar à divisa com o New Mexico e mais um estado entrou na contabilidade da Helô.

A Marcha para o OesteHoje pela manhã, quando de minha partida.

Continuo acreditando que organizaram esta parada em minha homenagem. Bem que avisei ontem na recepção que gostaria de manter o anonimato, mas é difícil, não se decide envelhecer sem dignidade impunemente. Para variar, vários carros de bombeiro (Papai, tio Bebeto, tio Adjalme e o primo Edmundo deveriam estar assistindo de algum lugar). Repare... nos carros que pertencem à cidade de Taos e os bombeiros são voluntários. O carro branco é da policia do município e o preto é da polícia estadual.

A Marcha para o OesteEsta etapa foi a mais curta da viagem, pela localização de Colorado Springs, muito próximo a Pueblo, e por eu ter programado uma tarde de folga, descansando da soleira, pois um curso de pilotagem me aguardava e eu precisava estar descansado. Com toda a certeza, seria feito debaixo de uma canícula, em baixa velocidade e exigindo muito fisicamente. Um belo descanso era portanto uma medida das mais sensatas.

Claro que antes de pegar o pequeno trecho de estrada, passei na concessionária Harley-Davidson de Pueblo. Para não perder o vício.

A Marcha para o OesteDar um descanso à Helô e ao locutor que vos fala era uma decisão das mais sensatas, mas eis que, sem querer, descobri que ia ter um curso de motociclismo a 10 milhas de meu hotel. As inscrições estavam encerradas, mas resolvi arriscar aparecendo por lá no dia em que fosse começar o curso, vai que alguém não comparece?

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