A caminho do Sul

Mais uma viagem de moto do Rômulo Provetti. Dessa vez ele saiu de Belo Horizonte em direção ao sul do Brasil, mas sem um destino definido e acabou chegando ao Uruguai. No caminho, algumas das estradas mais bonitas do País, como a Rio Santos, Dona Francisca e a Serra do Rio do Rastro.

Viagem de moto pelo Sul do Brasil e Uruguai

Estou iniciando mais uma viagem de moto, dessa vez para o Sul do Brasil. Diferente das outras viagens de moto que fiz, nessa eu não tenho um roteiro definido. Vou definindo o destino do dia seguinte na medida em que chego aos lugares.

1º dia - Belo Horizonte - Angra dos Reis

No primeiro dia, saí de Belo Horizonte e vim em direção ao Rio de Janeiro. Passei, aproveitei o trânsito de domingo cedo e passeei um pouco pelo centro da Cidade maravilhosa, que parece estar sofrendo alterações no trânsito por causa de muitas obras, haviam muitos fiscais e sinalização, imagino como vai ficar amanhã, dia útil. Em seguida fui para a BR-101, a Rio - Santos. Há algum tempo eu ouvia falar das belezas dessa estrada, que acompanha o litoral sul do Estado do Rio e o litoral norte do Estado de São Paulo.

2º dia - Angra dos Reis - Taubaté

No segundo dia eu rodei pouco, foram 276 km apenas. E confirmei que a Rodovia Rio Santos faz jus à fama, é realmente muito bonita mesmo, principalmente para uma viagem de moto.

Saí de Angra cedo, peguei a estrada, que no princípio estava com irregularidades no asfalto, mas não vi nenhum buraco. No início ela estava bastante movimentada, com muitos carros, ônibus e caminhões, mas depois passei por muito poucos carros, quase nenhum caminhão.

3º dia - Taubaté - São Sebastião

O Gugu passou no hotel com sua Honda Varadero, depois fomos para um posto abastecer as motos e seguimos para Ubatuba, onde pegamos sua lancha e fizemos um passeio pela região. Pegamos a mesma estrada que eu havia percorrido ontem e que atravessa o Parque Estadual da Serra do Mar do Estado de São Paulo.

4º dia - São Sebastião - Curitiba

O dia foi intenso, mas muito proveitoso. Saí de São Sebastião não muito cedo, o tempo estava fechado e garoava em alguns trechos da estrada. Depois melhorou e só voltou a cair uma chuva fina quando estava na Régis, próximo a Curitiba.

Percorri a Rio Santos em toda a sua extensão, degustei a estrada, mas não vi todas as atrações que ficam no seu entorno, creio que precisaria de muitos dias para conhecer melhor. Valeu a pena e indico para quem quiser tirar uns dias para percorre-la em uma viagem de moto, com calma, parando para conhecer as cidades, paisagens e praias.

5º dia - Curitiba - Itapema

Prosseguindo com o relato da minha viagem de moto pelo Sul do Brasil, estou em Santa Catarina agora. O tempo ajudou e não peguei chuva em nenhum momento durante o dia. Em alguns trechos de serra a temperatura estava muito agradável, mas na medida em que me aproximava do litoral esquentava bem. Saí de Curitiba e retornei pela BR-277 até perto de Paranaguá, depois passei por Matinhos e peguei o ferry para fazer a travessia de Guaratuba.

6º dia - Itapema - Urubici

Hoje eu percorri com minha moto a estrada mais icônica do Brasil, a Serra do Rio do Rastro em Santa Catarina. E nas condições mais ideais que se possa imaginar, para uma viagem de moto, temperatura agradável, sol entre núvens e, segundo me informaram, depois de uma semana em que ela esteve fechada pela neblina. Não poderia ter sido melhor.

7º dia - Urubici - Tramandaí

Choveu e relampejou a noite inteira, mas quando a amanheceu o céu estava limpo, o sol apareceu e dissipou as dúvidas que eu tinha se conseguiria ou não visitar o Morro da Igreja.

Arrumei a bagagem na moto, despedi-me do casal dono na Pousada e fui para a sede do Parque pegar a autorização para subir o morro. Foi fácil e rápido, sem dificuldades, inclusive de encontrar o local, existem faixas indicando. A subida é bem íngreme, com muitas curvas travadas, o asfalto está precisando de reparos e ainda estava molhado da chuva que caiu à noite, exigindo a máxima atenção.

8º dia - Tramandaí - Chuí

Uma observação sobre o hotel que dormi essa noite: o café da manhã foi excelente, mas escutei muito barulho à noite e madrugada, conversas, móveis sendo arrastados, crianças chorando e fez um calor infernal. De madrugada o ventilador de teto pifou, eu não aguentei e fui à recepção reclamar. Me emprestaram um desses ventiladores pequenos, que ajudou bem, mas todo o problema não deixou de atrapalhar o sono.

9º dia - Chuí - Colônia del Sacramento

Depois tomar o café da manhã, arrumei a bagagem na moto e segui viagem. Antes passei na avenida principal da cidade para trocar os Reais que tinha por Pesos. Foi fácil achar uma casa de câmbio. Como não havia em Chuí caixa eletrônico do banco que sou cliente, eu tinha apenas R$ 200 no bolso, mas resolvi seguir somente com esse valor mesmo.